quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Assim como humanos, macacos têm crise de meia idade, diz estudo


Um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos sugere que chimpanzés e orangotangos podem passar por crises de meia idade assim como humanos. A pesquisa testa a teoria de que o padrão dos humanos em qualidade no tempo de vida pode ter evoluído aos ancestrais da espécie e aos macacos.
Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo o economista e professor Andrew Oswald da Universidade de Warwick e o psicólogo Alex Weiss, da Universidade de Edimburgo, ambas as instituições do Reino Unido, descobriu que, assim como em humanos, o bem-estar (ou a felicidade) dos chimpanzés e dos orangotangos segue uma linha em forma de "U": é alta na juventude, decaindo um pouco na meia idade, mas crescendo novamente na terceira idade.
Os autores estudaram 508 macacos localizados em zoológicos e santuários nos Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália e Singapura. O bem-estar dos animais foi avaliado por treinadores, voluntários, pesquisadores e cuidadores que conheciam bem cada um dos macacos. A felicidade deles era pontuada com uma série de medidas adaptadas a partir de medidas de bem-estar dos seres humanos.
"Esperamos entender um quebra-cabeças famoso na ciência: por que a felicidade dos humanos segue uma linha em forma de "U" ao longo da vida? Acabamos mostrando que não pode ser por causa de hipotecas, fins de relacionamentos, telefones celulares, ou qualquer uma das parafernálias da vida moderna. Macacos também declararam uma crise de meia idade, e eles não possuem nada disso", afirmou o professor Oswald.
O estudo é o primeiro do tipo, e os autores sabiam que seu trabalho seria diferente. "Baseados em outras similaridades - comportamental e de desenvolvimento - entre humanos, chimpanzés e orangotangos, presumimos que haveria semelhanças analisando a felicidade ao longo da vida também. No entanto, nunca se sabe como essas coisas vão aparecer, então é maravilhoso quando eles são consistentes com resultados de diversas áreas", disse Weiss.
A equipe incluiu no estudo primatologistas e psicólogos do Japão e dos Estados Unidos. No texto, o grupo aponta que os resultados encontrados não eliminam a possibilidade de que eventos econômicos, sociais e culturais contribuem em parte na mudança do bem-estar dos humanos. Eles destacam, porém, a necessidade de considerar explicações biológicas e evolucionárias. Por exemplo, indivíduos que se satisfazem em fases da vida onde possuem menos recursos para melhorar seus destinos podem ser menos prováveis de encontrar-se em situações que podem ser prejudiciais a si mesmos ou às suas famílias.
fonte: noticias.terra

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