segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Multidão mata cães na China apenas por terem entrado em cidade errada

Foto: Reprodução
Cenas horríveis aconteceram na China, onde dois cães foram espancados até a morte por uma multidão rindo na rua – incluindo 20 policiais e 40 seguranças – simplesmente porque eles se desviaram para o caminho errado. As informações são do Daily Express.
Os dois mastins tibetanos haviam se afastado de sua vila e inocentemente acabaram em uma cidade na China, onde cães de grande porte estão proibidos.
Apavorados, foram perseguidos por uma multidão selvagem e tiveram pedras atiradas contra eles. Após serem torturados pela multidão, foram baleados e espancados até a morte com espadas.
As imagens chocantes indignaram defensores dos direitos animais e provocou extremo repúdio no Twitter e no Facebook.
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Os dois cães eram tutelados por um morador local, que os explorava colocando-os como guardas de seu rebanho de ovelhas.
No entanto, um dia ele saiu para ir ao mercado e os cães se afastaram, terminando em Shijiazhuang – uma cidade na província de Hebei, norte da China, onde eles são proibidos.
O aldeão Dewei Hsieh disse que nenhum dos cachorros era um perigo e tinham sido bem treinados para não ferir as pessoas.
O homem de 52 anos acrescentou que o cão mais jovem era novo para o trabalho e provavelmente tinha instigado a viagem para longe da fazenda e que o cão mais velho simplesmente o seguiu.
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Os dois cães então apareceram no meio de um complexo de apartamentos onde foram surpreendidos por um homem velho.
Ele então começou a gritar com os animais e jogou um tijolo contra eles, o que os assustou.
Como eles estavam fugindo, os cães correram através de um pequeno grupo de pessoas e muitas entraram em pânico.
Isso levou vários seguranças do complexo de apartamentos a se envolverem, bem como outros espectadores que correram para perseguir os cães.
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Um porta-voz da polícia disse: “Assim como o público, havia cerca de 40 seguranças e 20 policiais que participaram da caça aos cães Os policiais tinha armas e os moradores haviam se equipado com espadas”.
“O cão de cor marrom tentou se esconder na grama alta, mas foi flagrado pela polícia, que disparou seis vezes. Acreditamos que ele ainda estava vivo depois disso e foi então cortado por pessoas que batiam com espadas”.
“O mastiff negro conseguiu se esconder em uma tenda que foi usada para cobrir alguns materiais de construção, mas foi descoberto e expulso com pedras, e uma vez no na rua, também foi atingido com espadas e morto”.
Sob estatutos locais, os mastins são considerados como um cão perigoso e é ilegal mantê-los na cidade.
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A polícia está agora considerando acusações contra o Sr. Hsieh por não mantê-los sob controle.
No entanto, ele disse que os dois cães estavam bem treinados para não morder as pessoas e ele negou que eles fossem perigosos.
Ativistas, entretanto, criticaram a maneira em que os animais foram caçados e depois espancados até a morte em público, dizendo que a polícia poderia tê-los facilmente rastreado e esperado para que o proprietário viesse resgatá-los.
“Eles estavam claramente aterrorizados e com medo por suas vidas”, postou uma pessoa ao comentar sobre as fotos horríveis nos meios de comunicação chineses.
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Paul Littlefair, chefe Internacional da RSPCA disse que a China – que atualmente não tem leis para coibir a crueldade contra animais – está começando a levar a questão muito mais a sério.
Ele disse ao Express Online: “O governo chinês quer enviar uma mensagem de que a forma como os animais são tratados é importante”.
“Isso aconteceu em uma cidade provincial onde as pessoas estão com muito medo desses cães”.
“Felizmente, agora é muito raro que incidentes como este ocorram nas maiores cidades chinesas, onde as pessoas estão mais conscientes das questões que envolvem o bem-estar animal.”
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Ele acrescentou: “O espancamento de cães à morte era comum na China, até muito recentemente”.
“Embora seja muito angustiante ver que estas coisas continuam acontecendo, a diferença crucial com este caso é que ele foi pego pelos meios de comunicação chineses e está sendo visto como inaceitável dentro da China”.
“A legislação de bem-estar animal ainda está a três a cinco anos de distância, mas a reação a este caso irá adicionar impulso para que algo seja feito”.
fonte.anda.jor

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