segunda-feira, 21 de maio de 2012

Conheça a história de Davi, um pit bull vegetariano


Não são só pessoas que conseguem abandonar a carne para seguir uma dieta completamente vegetariana – o pit bull Davi, por exemplo, foi adotado por uma família vegetariana e precisou adaptar sua dieta de acordo com os costumes da casa.
Além da ração vegetariana, o pit bull come frutas e legumes, e mantém um peso saudável e dentro dos padrões da raça.
Quando o casal Jorge e Gislaine adotaram Davi, o animal morava em um lixão e estava machucado e desnutrido, com apenas 13 quilos.
— Quando o adotamos, ele estava sem pêlo e muito judiado. Daí quando ele nos viu, abanou o rabo e foi amor a primeira vista. Como nós não comemos nem carne nem nenhum produto derivado de animais, ele se adaptou, e adora tomate, cenoura e frutas.
Gislaine afirma que seria incoerente salvar Davi e, ao mesmo tempo, matar outros animais.
— Pela minha filosofia, não seria coerente eu ter um animal enquanto mato outros sem motivo. Não concordo com esse tipo de pensamento.
O pit bull se alimenta duas vezes por dia, comendo cenoura, maçã, banana, tomate e uma porção de ração vegetariana com o mesmo nível de nutrientes de uma ração normal. De apenas 13 quilos, Davi foi para 40.
Assista ao vídeo abaixo e conheça mais sobre Davi e outros animais vegetarianos:
Fonte: R7

Mais de 30 leões-marinhos são encontrados mortos na costa do Chile





Corpos de cerca de 30 leões-marinhos, que podem pesar 250 quilos, foram encontrados na semana passada, na praia de Punta de Choros, cerca de 570 quilômetros ao norte de Santiago, na região de Coquimbo, por membros do grupo Sea Shepherd, que posteriormente denunciaram o incidente à Sernapesca (instituição do governo do Chile).
Dada a natureza excepcional do caso, o órgão do governo dará início a uma investigação para esclarecer as causas das mortes.
“É muito difícil determinar as causas que levaram à morte em razão do estado de decomposição dos corpos dos animais encontrados”, esclareceu à agência EFE o diretor da Sernapesca da região de Coquimbo, Jaime Molina, que não quis atribuir a morte de leões-marinhos aos pescadores do local.
A versão oficial do governo contradiz a hipótese dos ativistas da Sea Shepherd, que, após a primeira análise anatômica, constataram que os leões marinhos estavam mutilados.
“Isso mostra que os animais foram mortos por pescadores da região”, afirmaram fontes dessa organização ambiental à Agência EFE.

Empresa americana lança ‘carne de galinha’ vegana








Para muitas das pessoas fazendo a transição do onivorismo para o veganismo, a textura da carne pode ser o que faz falta para elas na hora de comer. Foi pensando neste público, e também em veganos com vontade de diversificar um pouco seu cardápio, que o fundador da Beyond Meat (tradução livre: além da carne) está lançando o seu produto, um substituto vegano de carne de galinha.
Baseada em Maryland, nos Estados Unidos, a empresa foi fundada por Ethan Brown, que cresceu em meio ao universo de fazendas de galinhas próximo à divisa com o estado da Pensilvânia. Foi essa convivência com os animais que o fez tornar-se vegano, mas ele se diz frustrado com as opções de ‘carnes falsas’ disponíveis no mercado. Por isso ele resolveu fundar sua própria empresa.
O mercado de substitutos veganos de carne cresce a um passo modesto nos Estados Unidos (entre 3 e 5 por cento por ano), mas Brown espera que sabor e textura mais realistas possam elevar o número de consumidores, atingindo principalmente os comedores de carne. Para isso ele usa uma nova tecnologia que transforma farinha de soja e outros ingredientes veganos em um produto que imita carne de galinha.
A fábrica é o que Brown chama de uma ‘fazenda moderna’. Cheira a sopa de galinha, mas não há animais por lá, apenas o zunido de várias máquinas de aquecer e processar. Parece mais um laboratório do que uma cozinha.
“É uma das proteínas mais limpas que você pode ingerir,” Brown diz. “Você não tem que se preocupar com aditivos. É apenas um produto puro e simples que vem de plantas.”
Durante entrevista a rádio pública NPR, a jornalista que entrevistou Brown disse que no balde de Bill Milstead, um dos funcionários, havia uma mistura de pó de soja e ervilha, fibra de cenoura e trigo sem glúten. Através de um processo que empresa licenciou pela University of Missouri, a mistura é cozida, resfriada e expelida através de uma máquina feita sob medida. Bill, que já foi açougueiro, disse que prefere fazer imitação de carne de galinha porque ele agora ajuda a salvar a vida de algumas aves.
O sabor do produto que Brown está criando já agrada profissionais como Lisa Krampf, sua vizinha que trabalha com catering. “Eu já usei com molho de churrasco, temperos de taco e fajitas. As pessoas não notam a diferença ou amam e pedem de novo.” Krampf prepara para a jornalista um de seus pratos, uma sala de imitação de galinha. Ela diz que o sabor é idêntico ao da galinha.
Em breve um público maior terá a chance de provar o produto, já que ele chega as prateleiras da Whole Foods, que oferecerá o produto no norte da Califórnia a partir do mês que vem. Beyond Meat já está construindo uma fábrica maior e pretende fazer imitações de carne moída de boi e de produtos de porco.

Fonte: NPR


Os casos Dalva e Brenda Spencer – matadoras em série e em massa


Série: Matadores de Animais

A ANDA estreia, com exclusividade, uma série de matérias recheadas de pesquisa, entrevistas, curiosidades e indagações com o propósito de sensibilizar a população, as autoridades e a Justiça sobre o alto grau de periculosidade das pessoas que matam animais em série ou em massa e cujo rastro de sangue e dor pode ser contido se forem investigadas, detidas e monitoradas.
Animais incendiados ou enterrados vivos, espancados até a morte, enforcados, torturados, envenenados em série ou mortos por injeção letal – todos esses procedimentos são comuns em psicopatas. O alvo predileto: criaturas frágeis, ingênuas, indefesas, fáceis de enganar, capturar e manter sob seu domínio – e os animais se enquadram em todos os itens, assim como as crianças, mulheres e idosos que, numa segunda etapa da vida de um psicopata, podem se tornar seus alvos.
Segundo estudos do FBI, na sua grande maioria (cerca de 80%), os psicopatas começam a carreira matando animais. Por isso, em países como Estados Unidos e Inglaterra, os matadores de animais já são tratados e julgados de forma diferenciada que avança para muito além do crime de maus-tratos a animais. Nesses locais já se entende que deter esses indivíduos ou monitorá-los, quando começam a matar animais na infância, representa uma medida preventiva, de proteção não somente aos animais, mas a toda a sociedade.
Assinadas pela jornalista Fátima Chuecco, colaboradora da ANDA e sempre atuante no jornalismo pela causa animal, as matérias levantarão os casos dos psicopatas mais famosos do Brasil e no Exterior a fim de instigar a reflexão e motivar que casos onde se percebe comportamento psicopata sejam avaliados de forma mais ampla e recebam a punição adequada para evitar que os crimes continuem se propagando e, inclusive, migrando, da matança de bichos para o assassinato de pessoas.
Histórias impressionantes desfilarão pela série que estará também fornecendo canais para denúncias e dicas de como identificar indivíduos de perfil psicopata. Afinal, eles estão entre nós e muitas vezes ninguém percebe!  Podem se esconder no disfarce de um simpático ou bondoso vizinho.  É muito importante denunciar todo e qualquer matador de animais seja ele matador em série, em massa ou temporário.
Deter esses indivíduos salva a vida de animais e de pessoas. À propósito, no Brasil, 80 mil crianças desaparecem por ano. É um número extraordinariamente alto. Elas somem sem qualquer pedido de seqüestro e podem estar caindo nas mesmas mãos daqueles que assassinam animais.
Foto: Divulgação
Muita gente respirou aliviada quando Dalva Lima da Silva, também conhecida como a Matadora de Animais da Vila Mariana (SP) foi pega em flagrante tentando se livrar dos corpos de 37 cães e gatos mortos com injeção letal em janeiro de 2012.  Finalmente, depois de mais de dez anos se passando por protetora de animais, Dalva tinha sido descoberta e denunciada.
Essa foi a boa notícia. A ruim é: o assassinato em série (ao longo de semanas, meses ou anos) ou em massa (quando muitas mortes são cometidas ao mesmo tempo), ambos confessados por Dalva, é peculiar de psicopatas. Mas a pior notícia é: os psicopatas não têm cura. O prazer sádico de matar os acompanha por toda a vida. Assim, não é difícil concluir que pessoas com esse perfil jamais deixarão de fazer vítimas.
Os psicopatas são frios, perversos, mentirosos e sem qualquer sentimento de culpa, conforme relata a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Lima, autora do livro “Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado”. Além disso, possuem dupla personalidade, geralmente criada para enganar ou capturar as vítimas.
Dalva é levada por policiais militares à delegacia após o flagrante. Foto: sem crédito
Um desses personagens criados por psicopatas pode ser o protetor de animais. Cada vez mais são descobertos casos sórdidos de crueldade animal envolvendo falsos protetores a quem as pessoas entregavam bichos acreditando que estariam em boas mãos quando, na verdade, eram mãos torturadoras ou assassinas.
Outra característica bastante evidente é que eles são incapazes de se colocar no lugar do outro (seja a vítima humana ou de outra espécie animal). Os psicopatas costumam ser também bastante dissimulados. E, geralmente, o distúrbio tem início entre a infância e a adolescência quando esses indivíduos começam sua carreira sangrenta matando animais indefesos (veja em breve capítulo dessa série sobre Crianças Perversas).
O País das Maravilhas pintado de dor
Voltando ao Caso Dalva (talvez o de maiores proporções em toda a nossa história de crueldade animal), o laudo mostrou que todos os animais mortos estavam saudáveis, entre eles, uma cachorrinha que foi perfurada 18 vezes na região peitoral numa tentativa insana de localizar o coração para injetar o líquido mortal. Uma morte absolutamente dolorosa e angustiante para o animal.
Estima-se que milhares de gatos tenham sido mortos pela Dalva. Foto: Reprodução/ Folha
No entanto, Dalva, na noite do flagrante, alegou que havia matado apenas seis animais por estarem muito doentes. Num segundo interrogatório, dirigido pelo delegado da Divisão de Investigações Contra o Meio Ambiente do DPPC – Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, José Celso Damasceno Junior, Dalva admitiu “eutanasiar” outros animais que lhe eram entregues há pelo menos um ano por não ter condições de doar ou cuidar deles.
Alice Queiroz, filha de Dalva, hoje com 22 anos, na ocasião, morava em um quarto no subsolo da casa localizada à Rua Mantiqueira, 168, onde ocorria a matança. Na parte de cima viviam Dalva e a filha de cinco anos. Em alusão ao clássico “Alice no País das Maravilhas”, a filha mais velha de Dalva vivia “No País dos Gatinhos Mortos”, já que a maior parte das vítimas eram gatos filhotes.
Apesar de ser praticamente impossível que ela não tivesse ciência do que se passava na casa dada a entrada volumosa de animais e, naturalmente, a percepção do choro, miados, latidos e gritos desses bichos, ela não foi indiciada e nem encarada como cúmplice porque, segundo o delegado Damasceno, responsável pelo caso, não foram encontrados indícios de sua participação.
A cachorrinha de lacinho foi morta horas após de ser entregue para adoção. Foto: divulgação
Mas vale ressaltar que analisando a condição das mortes, a veterinária Rafaela Costa Magrini explica que Dalva necessitava da ajuda para imobilizar os bichos, pois, não poderia segurá-los e, ao mesmo tempo, aplicar a injeção sozinha. “Um procedimento intercardíaco exige um ajudante e, além do mais, no caso de eutanásia, o mais correto é dar uma anestesia geral antes de tudo para evitar qualquer sofrimento. O estresse e o medo a que esses animais eram submetidos devia aumentar ainda mais sua dor”.
Esse ano Alice entrou na USP, provando que tem plenas faculdades mentais de, no mínimo, perceber atos contínuos de crueldade realizados pela mãe. Mas ela segue sua vida sem temer uma intimação. A hipótese de participação ativa nas mortes das centenas de animais não foi levada em consideração, embora seja bastante comum adolescentes compartilharem  atos de atrocidade contra animais e, em alguns casos, arquitetarem as mortes sozinhos. Um exemplo bastante típico é o de Brenda Spencer.  Outra história de arrepiar.
“Foi como atirar em patos num lago”
Brenda Spencer (Foto: Reprodução)
Brenda Ann Spencer tinha apenas 16 anos quando inspirou a banda  Boomtown Rats  a compor  o hit “I don`t like Mondays” dos Anos 80. Da janela de sua casa mirou um rifle de calibre 22 mm (que ganhou do pai de Natal) na direção dos alunos da escola Grover Elementary que estavam no pátio. Feriu nove estudantes e matou o diretor e o segurança da escola que com seus próprios corpos tentaram proteger as crianças.
No mesmo dia, ao ser detida, ela declarou: “Não gosto de segunda-feira. Isso anima o dia… Não houve motivo e foi só como uma grande diversão… Como atirar nos patos em um lago… Pareciam um rebanho de vacas andando por lá… foi fácil acertá-las”. Em 2005, quando tentou pela terceira vez liberdade condicional (em vão), ela acrescentou que sentiu inveja das crianças por terem alguém para protegê-las.
Fora isso, Brenda nunca esboçou arrependimento ou qualquer sentimento pelas pessoas que matou ou feriu. E isso é bastante comum nas mentes perversas: não temem as conseqüências de seus atos e nem se arrependem deles.
Brenda nasceu em 1962, tinha um visual comum para a sua idade (até mesmo angelical) e um rosto inocente. No entanto, há relatos de vizinhos que a viram se divertindo incendiando a cauda de cães e gatos. O crime ocorreu em 1979 e a pena foi de 25 anos com possibilidade de perpétua. Ela continua presa. No dia 3 de abril Brenda completa 50 anos. A Cleveland Elementary foi fechada em 1983 por falta de alunos.
Dalva continua solta, mas responderá por crime de maus-tratos, segundo a Lei de Crimes Ambientais 9.605/98. O próximo passo é o laudo dos vidros de remédio encontrados na casa, Dopalen e Xilazin, a fim de descobrir se os princípios ativos são de uso controlado. Em seguida, o delegado Damasceno relatará ao Juiz com o intuito do caso ser encaminhado para o Ministério Público Criminal.
“Lamentavelmente, a lei brasileira não faz distinção entre matar um ou cem animais. Dalva será julgada por maus-tratos sem agravante por conta do número de mortes que causou e ainda pode sair praticamente ilesa pagando multa e cumprindo pena com algum serviço social. Enquanto a lei for branda, os matadores de animais ficarão impunes”, argumenta.
Por dentro da mente de um psicopata
É de suma importância salientar que o psicopata não é um doente mental e nem um esquizofrênico que podem não ter total noção de seus atos. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo porque tem seu lado racional bastante desenvolvido em detrimento da pouca atividade cerebral ligada às emoções.
Em alguns casos, inclusive, ele pode se tornar bem-sucedido numa carreira de médico, pesquisador ou psiquiatra. Alguns psicopatas, bem astutos, encontram uma maneira de “justificar” seus atos por meio de suas profissões (leia mais sobre esse assunto no capítulo dessa série sobre a Medicina em favor da Morte).
Testes simples podem revelar tendências de psicopatia. Por exemplo: quem mal pode ver cenas de sangue e sofrimento certamente não corre risco de vir a ser um psicopata. Já a frieza ou neutralidade diante de cenas fortes e a diversão diante da dor alheia indicam tendências bem significantes.
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa assinala que “a parte racional dos psicopatas é perfeita e íntegra”. Quanto aos sentimentos, porém, são absolutamente deficitários, ausentes de afeto e profundidade emocional. “Os psicopatas zombam dos mais sensíveis e generosos. Para eles, essas pessoas não passam de uma gente fraca e vulnerável e, por isso mesmo, são seus alvos preferidos”, comenta no livro Mentes Perigosas.
Acompanhe nos próximos capítulos da Série Matadores de Animais:
Médicos e enfermeiros com missão oposta: dispostos a tirar vidas das maneiras mais sádicas. No Brasil, yorkshire Lana comove o Brasil ao ser morta por enfermeira casada com médico.
Crianças perversas – A importância de se deter o mal pela raiz. Na Austrália menino mata vários animais em 35 minutos de surto e ri enquanto promove o massacre. Existem crianças realmente más? O Brasil começa a relacionar casos de maus-tratos a animais com violência doméstica e outros crimes.
Os piores psicopatas e como são classificados seus atos: Indice da Maldade. Será que apesar de não ter cura, o psicopata tem poder de escolha entre praticar ou não o mal? Como saber se temos pré-disposição à psicopatia?
fonte: anda.

domingo, 20 de maio de 2012

Macaco era torturado mentalmente

A que ponto chega a maldade dos homens!



 DPMA e ao IBAMA o resgataram

Humanos são naturalmente pacíficos, afirma Frans de Waal


Bandeira da paz
Tese vai contra o filósofo inglês Thomas Hobbes, que defendia a guerra como algo natural ao homem
A guerra não está no feitio natural do ser humano, como defendia o filósofo inglês Thomas Hobbes no século XVII, um dos pais da política moderna e, mais recentemente, o psicólogo canadense Steven Pinker. O normal da nossa espécie é justamente o contrário: nós seríamos naturalmente pacíficos.
"Se realmente houvesse uma base genética para nossa participação em combates mortais, deveríamos praticá-los de bom grado", escreve Frans de Waal, holandês especialista em comportamento animal, psicologia e primatologia, em um artigo que será publicado nesta sexta-feira na revista Science.
Waal ataca uma das suposições de Pinker no livroThe Better Angels of Our Nature – Why Violence Has Declined (Editora Viking, 802 páginas, sem edição brasileira). Para o canadense, os antepassados viviam em guerra e a violência foi diminuindo lentamente com o amadurecimento do conhecimento humano, principalmente após o século XVI, com a "Era da Razão".
Waal contesta essa visão. "A ideia de que vivemos um passado violento é apenas uma suposição", disse em entrevista a Veja. O comportamento pacífico sempre esteve presente como motor das relações sociais de antigamente em primatas humanos e não humanos. "Os primatas nunca recorreram ao iluminismo para manter a violência sob controle."
O primatólogo apresenta sua defesa com base em dois argumentos. O primeiro diz respeito à falta de provas científicas para afirmar que os antepassados do homem viviam em um estado de guerra, além de diversos estudos que defendem justamente o contrário.
"Os caçadores-coletores comercializavam, realizavam casamentos com grupos distintos e permitiam a passagem de estranhos em seus territórios", escreve Waal. "Eram frequentemente pacíficos e algumas vezes violentos". Embora existam evidências de que assassinatos isolados ocorriam há centenas de milhares de anos, não há sinais de guerra antes da Revolução Agrícola, há 12.000 anos.
Arqueólogos nunca encontraram, por exemplo, cemitérios com um grande número de armas atravessando esqueletos antes da Revolução Agrícola. "Isso não quer dizer que a guerra não existia nessa época, mas significa que a suposição costumeira de que nossos ancestrais travaram longas guerras e passavam por períodos breves de paz carece de respaldo arqueológico", escreve de Waal.
Empatia — O segundo argumento de Waal diz respeito à comparação que frequentemente se faz entre o comportamento de chimpanzés e bonobos para justificar a naturalidade da violência humana. O primatólogo defende que, embora os chimpanzés tenham comportamento por vezes agressivo, os bonobos são marcados por uma convivência relativamente pacífica e altamente empática.
"Agressão fatal entre bonobos nunca foi observada e algumas vezes grupos diferentes se misturam em atividades sexuais ou lúdicas", argumenta. "Esses primatas podem ser os mais próximos do ancestral comum entre chimpanzés e humanos do que qualquer chimpanzé vivo."
Avanços científicos nos últimos 10 anos começaram a questionar a visão de que a vida animal, e consequentemente a natureza humana, é baseada na competição desenfreada que leva ao estado de guerra. Depois da descoberta de que chimpanzés se beijam e abraçam frequentemente depois de uma briga dentro do grupo, inúmeros estudos documentaram a "reconciliação" em primatas não humanos e outros animais.

Tigre-de-bengala vira sensação em Zoo enquanto aguarda namorada


Equipe de Zoológico tentou que tigre branco (à esquerda) namorasse fêmea do parque, mas não deu certo; com chegada de tigre-de-bengala (à direita) nesta semana, técnicos avaliam nova chance de formar um par com tigresa que já vivia no local (Fotos: Ardilhes Moreira/G1)
O tigre-de-bengala Tom, de aproximadamente 8 anos, mal chegou ao Zoológico de São Paulo , na Zona Sul da capital paulista, e já tem uma missão especial: fazer par romântico com a tigresa Tainá, de 7 anos.
Tom e outro três animais (o urso pardo Dingo e as onças Virgulino e Raimundinho)  passaram a integrar as atrações do zoológico na quinta-feira (17), depois de serem resgatados de um hotel em Santa Catarina.
Segundo o biólogo Cauê Monticelli, a aproximação entre Tom e Tainá será muito delicada para evitar brigas entre os dois. "Tem que ser aos poucos, se conhecendo de longe, até que estejam prontos para ficar no mesmo local", disse. A paquera deve começar no fim desse mês. Tainá já teve um parceiro - um tigre branco como ela, ainda residente do zoológico -, mas os dois não se deram bem depois de um tempo de relacionamento.
Quanto aos outros animais, Monticelli não deu previsões amorosas positivas. "O urso pardo é único no zoológico, não temos um como ele aqui já há mais de oito anos", disse. "Se for viável achar [uma parceira] e trazer, vai ser bem interessante", disse.
Já as duas onças devem ficar restritas à companhia uma da outra, pois são pai e filho. De acordo com o biólogo, a relação dos dois é tão próxima que chamou a atenção da equipe do zoológico. "O filho segue o pai. Até no momento de comer, o pai come primeiro. É uma relação de respeito e até de submissão", comentou. No momento de adaptação, a onça mais nova apenas entrou no espaço de exposição depois que a mais velha foi, deu uma volta e voltou.
Zoológico não tinha urso pardo há mais de oito anos (Foto: Ardilhes Moreira/G1)Zoológico não tinha urso pardo há mais de oito
anos (Foto: Ardilhes Moreira/G1)
Resgate de hotel
Segundo Monticelli, os animais ficavam em um zoológico particular em um hotel na cidade de Salete, em Santa Catarina. O Ibama interditou o estabelecimento no final de 2011 por falta de segurança após a fuga de um elefante. Depois da interdição, os bichinhos do hotel foram postos à disposição de zoológicos que pudessem aceitá-los. 
Além do tigre, do urso e das duas onças, o Zoológico de São Paulo aceitou quatro catetos, uma ema, dois elefantes e um aoudad. Todos passaram por exames e fase de adaptação ao novo ambiente. A ema e os catetos devem ser expostos ao público já a partir do próximo mês, mas o aoudad ainda passa por um tratamento de saúde.
Cuidados com o frio
Enquanto no verão os animais ganham sorvetes e banhos, no inverno os bichos do Zoológico de São Paulo comem mais e ganham aquecedores. Segundo a bióloga Inaiá Sedenho Manoel, os mamíferos e as aves recebem alimentos com teor calórico mais alto para aumentar a energia durante o período de temperatura mais baixa, bem como feno e proteções de plástico.
O destaque de cuidado no frio vai para os répteis. "Réptil depende muito da temperatura do ambiente. No inverno, prestamos atenção para essa temperatura não variar tanto. Então colocamos aquecedor, mantemos pedras e água aquecidas", disse a bióloga.
Quem quiser conferir os quatro novos animais do zoológico e os preparos gerais para enfrentar o frio pode visitar o parque entre terça-feira e domingo, das 9h às 17h, na Avenida Miguel Estéfano, 4241. Mais informações podem ser obtidas no telefone (11) 5073-081.
Relação próxima entre onças chamou atenção de equipe do zoológico (Foto: Carlos Nader/Zoológico de São Paulo)Relação próxima entre onças chamou atenção de equipe (Foto: Carlos Nader/Zoológico de São Paulo)
fonte:G1

Chumbinho mata 10 animais em bairro de Ribeirão Preto (SP)


Moradores chegaram a escrever a frase "Não mate meus bichos" na calçada de vizinhos suspeitos (Foto: Mariana Martins / Especial)
Pelo menos 10 animais morreram envenenados na rua Felisberto de Carvalho, no Planalto Verde, zona Oeste de Ribeirão Preto (SP). As mortes começaram a acontecer há um mês. A suspeita dos moradores é de que um novo vizinho esteja colocando chumbinho nos pés das árvores da rua.
Nesta quinta-feira (17), um cachorro poodle amanheceu morto. Primeiramente, o tutor Mauricio Belém, 41 anos, não desconfiou que o cão havia sido envenenado. Porém, quando ele estava enterrando o cão Baltazar, de 6 anos, ouviu outros moradores da rua comentando sobre a morte de animais envenenados.
“Depois vi que o quintal estava com vômito e havia sardinha com chumbinho misturado espalhado na rua”, afirma Mauricio.
O tutor do cão conta que tem outros dois cachorros e que agora está com medo de deixá-los sair na rua. “Não deixo eles chegarem nem perto do portão”.
Mais mortes
Quatro gatos e um cachorro do policial Luciano Bino Oliveira, de 36 anos, também já morreram por causa do veneno jogado na rua. Outro cão dele, Xando, de um ano, está internado em estado grave em uma clínica veterinária.
“Desconfiamos de um casal que está reformando uma casa aqui. A mulher disse que não gosta de animais e que tem alergia a gatos. Mas isso não justifica tanta crueldade. Meu filho, de 10 anos, está muito triste com a situação”, conta Luciano.
A professora Fernanda Romeiro Azevedo, 41 anos, também perdeu sua gata Marrie, de um ano, por envenenamento há um mês. “Todos os moradores da rua são antigos e têm algum animal. Isso nunca tinha acontecido antes”, afirma.
Revoltados com os vários casos de morte de animais, os moradores da rua escreveram na calçada da residência do casal suspeito a frase “Não mate meus bichos”. Os vizinhos também jogaram lixo na garagem da casa.
O casal não foi localizado pela reportagem. O caso será investigado pela Delegacia de Proteção aos Animais de Ribeirão Preto.

Fonte: Jornal A Cidade

Juiz promoverá ciclo de palestras


O juiz Wagner Ramos de Quadros, do Fórum Trabalhista de Catanduva, é um dos idealizadores do 1º Encontro de Conscientização sobre Direito dos Animais e Meio Ambiente, que acontecerá no dia 1º de setembro, no Teatro Municipal Aniz Pachá, em Catanduva. O magistrado é também idealizador do ciclo “BemDireito – Ciclo de Palestras”, que já reuniu mais de 550 inscritos em uma das suas edições. 

Desta vez, o ciclo contará com duas palestras voltadas para a proteção dos animais, uma sobre Direito dos Animais, com o Juiz Federal Anderson Furlan, presidente da Associação dos Juízes Federais do Paraná, e outra sobre Meio Ambiente com o advogado e professor Emerson Rodrigues, de Catanduva. No local haverá stands com informações para o público sobre os temas do Encontro.

“Resolvi que era hora de fazer um outro movimento envolvendo não apenas a filantropia, mas também valorizando a vida em geral, especialmente animais e meio ambiente. Então busquei em Catanduva as pessoas envolvidas com essas questões e propus a realização de um evento na cidade, com palestras sobre essa temática: Direito dos Animais e Meio Ambiente. Pois então: graças ao dinamismo das pessoas envolvidas com essa temática na cidade, estamos desenvolvendo esse trabalho, e o acontecimento já tem nome, lugar e data”, comemorou.  

As palestras serão ministradas no período da manhã. “O objetivo principal do evento é criar uma oportunidade para o público de Catanduva e região, não apenas estudantes e profissionais de Direito, mas para todos, inclusive adolescentes e especialmente educadores, afinal de contas, o desenvolvimento de uma visão "ecológica" do mundo é o que poderá nos defender a todos das desastrosas conseqüências das permanentes agressões que praticamos contra o planeta em que vivemos e contra os seres com quem convivemos”, comentou o juiz. 

Segundo Quadros, trata-se de temas que vão ao encontro do tema de interesse da maioria da população. “São temas que verdadeiramente interessam a todos. E os que ainda não se interessaram talvez não tenham informações suficientes para perceberem o quanto é urgente esse tipo de conscientização”, frisou.

O 1º Ciclo de Palestras de Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho aconteceu no Clube de Tênis Catanduva (CTC), teve mais de 550 inscritos e foi o maior evento jurídico da história da cidade.

Quadros aproveitou a oportunidade de anunciar a realização do calendário do ciclo jurídico deste ano. “O sucesso foi tão grande que o trabalho foi desenvolvido para outros municípios, como aconteceu em Bauru e em São José do Rio Preto. Teremos o 5º Ciclo de Palestras em Ribeirão, em 2 de junho, o 6º Ciclo em Franca, em 25 de agosto, e um sétimo evento já têm data marcada em São José dos Campos, dia 20 de outubro”, finalizou.
fonte:oregional

O elefante, animal onipresente na Índia


Com uma grande tradição religiosa e cultural sobre seus lombos, o elefante é um animal onipresente na Índia, onde as autoridades aumentaram os esforços para sua conservação, ao mesmo tempo em que tentam reduzir os conflitos com humanos.
Segundo o último censo oficial, a Índia abriga uma população, em leve aumento, de 27.7 mil elefantes selvagens, em torno da metade do total de paquidermes na Ásia, enquanto outros 3,5 mil exemplares domesticados vivem em cativeiro.
É um número modesto em comparação com as colônias de seu parente africano naquele continente, mas não diminui a relevância do animal na sociedade indiana, onde sua figura povoa ornamentos e templos, serve de propaganda eleitoral ou abençoa celebrações.
Para o budismo, cunhado na Índia há mais de dois milênios, o elefante é um símbolo de força da mente, e no hinduísmo, a religião majoritária, encarna Ganesh, um deus com cabeça de elefante que representa sabedoria, boa sorte e prosperidade.
Ganesh é muito popular no oeste e sul do país, sobretudo na metrópole portuária de Mumbai, na qual a cada ano milhões de cidadãos o homenageiam com preces e submergem no mar dezenas de milhares de figuras artesanais da deidade.
Durante séculos o paquiderme foi um transporte habitual para as classes mais nobres e hoje é recorrente para se referir metaforicamente à Índia no plano geopolítico internacional frente, por exemplo, ao dragão chinês. O elefante continua sendo de fato visível em muitas das grandes cidades deste gigante asiático, apesar de em cidades como Nova Délhi existirem restrições a sua movimentação.
Atualmente na capital indiana há apenas uma quinzena de exemplares, todos eles domesticados, que têm seus quartéis em esplanadas centrais com árvores nas margens do rio Yamuna. Em um destes locais, os cuidadores passam o dia com os elefantes sem muitos sobressaltos, junto a tendas rústicas.
Na época mais quente do ano, que vai de abril a agosto, os paquidermes têm pouco trabalho, relatou Mohammed Hasif, cuja família desempenhou o ofício durante gerações. Como cuidador - acrescentou Hasif - ganha cerca de US$ 56 por mês para alimentar, banhar e se ocupar as 24 horas do dia de um elefante.
"Trabalham em festivais religiosos, às vezes nas festas de aniversário das crianças, também em comemorações como o Dia da República, nos casamentos", explicou Naushad Ali, proprietário de cinco destes mamíferos. "Assim sobrevivemos. Isto não dá tanto dinheiro, é um negócio herdado", disse.
Os elefantes selvagens, por sua vez, estão espalhados em cerca de 30 reservas que ocupam 65 mil km², o equivalente à superfície do Sri Lanka. Mais da metade dos estados indianos têm paquidermes em liberdade e as principais colônias estão no sul e no nordeste.
Em 2010, o elefante foi declarado "patrimônio nacional" e desde então as autoridades estão dando passos para equiparar as medidas de proteção às do tigre, embora muitos dos projetos aprovados careçam de financiamento adequado. O assunto não é superficial pois a radiografia das mortes mostra dados preocupantes, segundo o Ministério de Meio Ambiente do país.
Só um terço - cerca de cem - dos paquidermes que morrem a cada ano é por causas naturais, e dois terços são mortos por aldeões que defendem suas colheitas ou de traficantes de marfim.
Este último fator é complicado de contabilizar visto que os caçadores costumam esconder os corpos e estes frequentemente aparecem muito mais tarde, como é o caso dos quatro encotrados este mês em uma reserva da região oriental de Orissa.
Mas os elefantes não são só vítimas, mas por sua vez são os responsáveis pela destruição a cada ano de perto de 1 milhão de hectares de campos de cultivo e da morte de cerca de 400 pessoas. "As mudanças no uso da terra abrem espaço para conflitos. É preciso promover uma coexistência pacífica", expôs à Efe K.S. Khanduri, encarregado do departamento de Florestas do Ministério de Meio Ambiente.
No começo de maio duas dúzias de fiéis ficaram feridos por um elefante que se tornou agressivo durante a celebração de um festival na região de Kerala, o principal reduto desses animais na Índia.
Khanduri apostou, no entanto, por continuar aumentando o espaço das reservas e desenvolvendo o enorme potencial do elefante, que qualificou de "grande" símbolo e fonte de atração turística para a Índia.

Quem convive com gatos vive melhor, segundo estudo


Quando você pensa em algo que melhore sua saúde, adotar um gatinho vem à sua mente? De acordo com informações do site Future Medica, profissionais de saúde e pesquisadores afirmam que conviver e cuidar de um gato traz muitos benefícios à saúde.
Baixa o risco de doenças cardiovasculares – Um estudo da Universidade de Minnesota descobriu que pessoas quem possuem gatos possuem de 30 a 40 menos chance de morrer de doenças cardiovasculares.
Reduz risco de ataques do coração – Não é somente todo o sistema cardiovascular que é beneficiado, mas o coração também.
Melhora o sistema imunológico - Gatos sabem quando você não está se sentindo bem, e oferecem conforto, lhe ajudando a se recuperar, e melhorar o sistema imunológico.
Diminui as chances de desenvolver alergias – Se você pretende ter um bebê, adote um gato, pois eles ajudam a prevenir alergias em crianças.
Ajuda a prevenir asma em crianças – Além de ajudar a prevenir alergias, há evidências que a convivência com gatos ajuda a prevenir asmas em crianças. O contato com gatos desde criança ajuda a prevenir várias doenças respiratórias.
Reduz pressão arterial – Curtir a companhia de um gatinho ajuda a reduzir a pressão arterial. Afagar um gato é relaxante e ajuda a diminuir a pressão.
Baixa os níveis de triglicérides – Você pode baixar seus níveis de triglicérides ao se exercitar e comer poucos carboidratos (especialmente alimentos processados). Mas você pode fazer mais. Além de malhar e comer bem, ter um gato também ajuda. Estudos mostraram que possuir um gato diminui os níveis de triglicérides e melhora o sistema imunológico.
Baixa o nível de colesterol – Um estudo em 2006 no Canadá mostrou que donos de gatos têm mais sucesso em redução de colesterol, do que pessoas tomando medicamentos.
Reduz risco de derrame – Um estudo da Universidade de Minnesota mostrou que donos de gatos têm menos chances de sofrer um derrame.
Reduz estresse – Tutelar um gato traz muitos benefícios psicológicos, e um deles é aliviar o estresse. Poder cuidar de um animal, ter um gatinho para abraçar faz você se sentir bem, e reduz o nível de estresse.
Reduz ansiedade – Afagar um gato é calmante. Quando você está ocupado cuidando de um gato, você se preocupa menos.
Melhora o humor – Um gato lhe ajuda a se sentir melhor, melhorando também seu humor.
Ajuda com depressão – Tutelar um gato não cura a depressão, mas ajuda a não pensar em problemas, e se focar em outras coisas.
Ajuda com autismo – O autismo é marcado pela dificuldade de interação social e comunicação com outras pessoas. Possuir um gato ajuda nesses casos.
Reduz a solidão – Muitas pessoas possuem sentimento de solidão e acham conforto na companhia de um gato.
Menos visitas ao médico – Estudos mostraram que lares para idosos que permitem que os residentes possuam gatos gastam menos com medicamentos.
Vida mais longa – Gatos trazem muitos benefícios que podem prolongar a vida de seus tutores.
Adotar é um ato de amor, seja um gato ou qualquer outro animal, e é para a vida toda. Não se está aconselhando ninguém a adotar um gato somente pelos benefícios à saúde. Quem ama seu animalzinho sabe como a relação com eles é especial, assim como o amor incondicional que eles demonstram por nós, e como nós somos os responsáveis pelo bem estar deles.
fonte: anda


Ação do Centro de Zoonoses de João Pessoa (PB) consegue lar para 80 animais

Givaldo Oliveira com a gata Frajola na feira de adoção na capital (Foto: Inaê Teles/G1)

Pelo menos 80 cães e gatos que estavam desabrigados ou vivendo no Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses em João Pessoa conseguiram um lar após a feira de adoção promovida pelo órgão, na sexta-feira (18).
“Já estava querendo ter um animal. Passei por aqui e estava acontecendo a feira. Queria um cachorro, mas todos já haviam sido adotados”, disse Givaldo Oliveira que acabou adotando a gata Frajola. Givaldo que é deficiente visual disse que quem escolheu o animal foi a esposa. “Ela gostou da cor clarinha da gata”, disse.
Pelo cronograma do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses estão programadas quatro feiras deste tipo para este ano, mas foi necessário realizar um evento extra. “Estávamos com muitos animais adultos e filhotes. Por isso resolvemos fazer uma feira extraordinária para dar sobrevivência para esse animais”, disse Nara Arruda, chefe da seção de controle de vetores.
Nara Arruda ficou feliz com o resultado da feira na capital (Foto: Inaê Teles/G1)
De acordo com Nara, vieram “pais” adotivos da capital e ainda de Bayeux, Santa Rita e Cabedelo, na região metropolitana de João Pessoa.
A feira começou às 8h30 e já tinha cerca de 60 animais, mas ao longo do dia apareceram pessoas para deixar mais bichos para adoção e esse número aumento. Foi o caso do funcionário público Anderson Soares que quando chegou em um sítio no Conde teve uma surpresa. O caseiro tinha se mudado e “esqueceu” de levar a cadela Catarina com seus quatro filhotes.
Sem saber o que fazer com os animais, Wedesn Silva que é amigo de Anderson se lembrou que viu na televisão uma matéria sobre a feira de adoção de animais.
Filhotes de Catarina foram adotados duranrte a feira (Foto: Inaê Teles/G1)
Já no final da feira, quando não tinha mais nenhum cão para adotar, a dupla chegou com os filhotes e a cadela. Em questão de segundos, apareceram pessoas interessadas em adotar os filhotes, mas não houve a mesma alegria para adotar Catarina, uma cadela adulta que está debilitada.
A veterinária Suelem Almeida explicou que a preferência dos “pais” adotivos é por cães. “Os gatos são mais discriminados. Caso cheguem 50 gatos, por exemplo, apenas cinco são adotados. Já com cães é diferente. Caso cheguem 50 cães, 40 são adotados”.
Mais para sorte dos bichanos existem pessoas como a estudante Amanda Wassermann que se diz uma apaixonada por gatos. Tanto é que ela adotou a Marie, uma gata de três meses, que vai fazer companhia para a gatinha Suzy. “Eu amo gatos desde pequena”, disse a estudante.
Amanda Wassermann com a gata Marie logo após a adoção (Foto: Inaê Teles/G1)
Ela mora com o pai em Recife e está passando o fim de semana na casa da mãe. No momento da adoção a estudante ligou para a mãe para informar sobre a mais nova integrante da família, mas o pai só vai saber da novidade quando Amanda e Marie chegarem em Recife. “Não vai ter problema não”, disse a estudante.
Ela disse ainda que essa já sua segunda adoção, a gatinha Suzy ela achou na rua e levou para casa. “Eu acho que não faz sentido comprar um animal com tantos por aí para serem adotados”, disse a jovem que tem como sonho “ganhar bastante dinheiro para poder adotar diversos animais e dar qualidade de vida para cada um deles”.
Cadela Catarina conseguiu ser adotada (Foto: Inaê Teles/G1)
A veterinária Suelem disse que às 18h30 todos os animais expostos tinham sido adotados. Até a Catarina conseguiu um lar. “Com certeza a feira foi um sucesso”, disse.
O Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses fica localizado na Avenida Walfredo Macedo Brandão, n°100, no bairro dos Bancários, próximo à Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3218- 9357.
Fonte: G1





Gata morre após ser atingida por um dardo

EUA

As autoridades do estado do Iowa, nos EUA, estão investigando o que aparenta ser um caso de crueldade animal. Uma gata de dez anos foi encontrada morta por um vizinho na cidade de Ames, com um dardo atravessado em seu peito. A gata estava na rua aproveitando a noite quente de primavera. As informações são do jornal Examiner.
A vizinha, Valerie Stallbaumer, que viu a gata Star mancando de volta à casa de seus tutores quase não podendo mais andar, imediatamente a transportou para a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade do Estado de Iowa. Antes de chegar ao hospital, o coração da gata parou de bater.
De acordo com o jornal Tribuna de Ames, o diretor do abrigo declarou que o dardo provavelmente foi atirado em Star de uma distância muito próxima. Quanto mais dados centíficos provam a relação próxima de crueldade a animais à crueldade humana, autoridades estão preocupadas com atos aleatórios intencionais de crueldade na vizinhança, e descartam a possibilidade deste episódio ter sido um acidente.
O tutor de Star, Ron Carson e sua famíla estão inconsoláveis com a morte da gata, e distribuindo panfletos pela vizinhança, com a esperança de que alguém ajude com informações sobre quem matou a gata Star. Os tutores da região estão sendo aconselhados à manterem seus animais dentro de casa até que o criminoso seja encontrado.
fonte:anda