domingo, 13 de maio de 2012

Lista traz animais que passaram por cirurgia ao engolir objetos estranhos


Nos EUA, cão passou por operação após engolir 9 bolas de sinuca.
Na Austrália, cobra passou por cirurgia ao comer quatro bolas de golfe.

Uma cobra de 1,6 metro precisou passar por uma cirurgia no condado de St. Lucie, no estado da Flórida (EUA), depois que engoliu um ovo de cerâmica no mês passado após confundi-lo como sendo verdadeiro. Abaixo, o G1 lista esse e outros casos de animais que precisaram passar por operações para retiradas de objetos que engoliram como se fosse comida.

Exame de raio-X confirmou que cobra havia engolido ovo de cerâmica. (Foto: Reprodução/WPTV)Exame de raio-X confirmou que cobra havia engolido ovo de cerâmica. (Foto: Reprodução/WPTV)
Em fevereiro deste ano, um cão precisou passar por duas cirurgias em Huntingdon, no Reino Unido, após engolir dois brinquedos de plástico, um sapo e vaquinha.  (Foto: Reprodução)Em fevereiro deste ano, um cão precisou passar por duas cirurgias em Huntingdon, no Reino Unido, após engolir dois brinquedos de plástico, um sapo e vaquinha. (Foto: Reprodução)
Em janeiro, um cão da raça labrador passou por uma operação após engolir uma colher de 18 cm de comprimento em Annapolis, no estado de Maryland, EUA. (Foto: Laura-Chase McGehee/The Annapolis Capital/AP)Em janeiro, um cão da raça labrador passou por uma operação após engolir uma colher de 18 cm de comprimento em Annapolis, em Maryland, EUA. (Foto: Laura-Chase McGehee/The Annapolis Capital/AP)
Em 2009, a britânica Charlotte Hanson flagrou seu cão de estimação com a chave de seu carro na boca. Ela ainda tentou tirar o objeto, mas não teve jeito. O cão Alfie acabou engolindo a chave e precisou passar por uma cirurgia para a retirada da chave, (Foto: Reprodução)Em 2009, a britânica Charlotte Hanson flagrou seu cão de estimação com a chave de seu carro na boca. Ela ainda tentou tirar o objeto, mas não teve jeito. O cão Alfie acabou engolindo a chave e precisou passar por uma cirurgia para a retirada da chave, (Foto: Reprodução)
Em 209, a dona da vira-lata Dixie decidiu levá-la ao veterinário depois que o animal passou mal. Um raio-X revelou que havia um brinquedo do personagem Homer Simpson, que vinha como brinde surpresa dentro de um ovinho de chocolate. Foi necessária uma cirurgia para extrair o Homer da barriga da cadela. (Foto: Reprodução)Em 209, a dona da vira-lata Dixie decidiu levá-la ao veterinário depois que o animal passou mal. Um raio-X revelou que havia um brinquedo do personagem Homer Simpson, que vinha como brinde surpresa dentro de um ovinho de chocolate. Foi necessária uma cirurgia para extrair o Homer da barriga da cadela. (Foto: Reprodução)
Em Warrenton, no estado de Oregon (EUA), cão passou por operação após engolir nove bolas de sinuca em 2011. (Foto: Caters)Em Warrenton, no estado de Oregon (EUA), cão passou por operação após engolir nove bolas de sinuca em 2011. (Foto: Caters)
Em 2011, um cão passou por uma cirurgia em Lincoln, no estado de Rhode Island (EUA), após comer cem pedras. (Foto: Reprodução)Em 2011, um cão passou por uma cirurgia em Lincoln, no estado de Rhode Island (EUA), após comer cem pedras. (Foto: Reprodução)
Em 2008, uma cobra python foi salva após passar por uma cirurgia em Brisbane, na Austrália, depois de engolir quatro bolas de golfe achando que fossem ovos de galinha, segundo contaram veterinários locais. As bolinhas haviam sido colocadas em um galinheiro por um casal de fazendeiros para encorajar as galinhas a botarem ovos. A cobra de 1 metro passou por um exame de raio-X e teve as bolinhas tiradas após operação.  (Foto: AP)Em 2008, uma cobra píton foi salva após passar por uma cirurgia em Brisbane, na Austrália, depois de engolir quatro bolas de golfe achando que fossem ovos de galinha, segundo contaram veterinários locais. As bolinhas haviam sido colocadas em um galinheiro por um casal de fazendeiros para encorajar as galinhas a botarem ovos. A cobra de 1 metro passou por um exame de raio-X e teve as bolinhas tiradas após operação. (Foto: AP)
Em 2010, um veterinário da região inglesa de Cambridgeshire descobriu cinco gatinhos de brinquedo no estômago de uma cadela que estava tratando. (Foto: Divulgação/Cromwell Veterinary Group)Em 2010, um veterinário da região inglesa de Cambridgeshire descobriu cinco gatinhos de brinquedo no estômago de uma cadela que estava tratando. (Foto: Divulgação/Cromwell Veterinary Group)g1.globo

MPF investiga abuso a animais em universidade federal


O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS) instaurou, no dia 10 de maio, Procedimento Administrativo Cível para apurar denúncias de abusos e maus tratos contra animais. As acusações são contra o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
De acordo com notícias que vêm sendo publicadas sobre o caso, estudantes e estagiários deixaram sem atendimento cães que se submeteram a cirurgias para implantação de prótese de titânio na boca. Imagens enviadas ao jornal local mostram animais trancados em gaiolas, deitados em meio à própria urina, com pratos de ração virados e vazios, em um ambiente sem condições de higiene.
A procuradora da República no Município, Jerusa Burmann Viecili, expediu ofícios à Reitoria, ao Comitê Interno de Ética em Experimentação Animal e à coordenação do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária da UFSM, requisitando informações circunstanciadas, no prazo de cinco dias. Em fevereiro, a procuradora já havia expedido Recomendação à Reitoria da UFSM, com base em Inquérito Civil Público instaurado pelo MPF, para que fossem cumpridas as “normas incidentes acerca dos direitos dos animais, especialmente no que tange ao zelo e guarda sob seus cuidados, adequada alimentação, proteção, resguardo da saúde e do bem-estar”.
No documento, foi recomendado que instituição evitasse procedimentos envolvendo a utilização de animais vivos e saudáveis, como experimento em cirurgias, vivissecção, eutanásia e outros métodos, sem a apresentação do caso específico ao Conselho de Ética. A UFSM foi orientada, ainda, a promover a inclusão, em seus programas curriculares em graduação e pós- graduação, de métodos substitutivos/alternativos das referidas práticas experimentais com animais, na forma utilizada em outras universidades.
O Ministério Público Federal aguarda, agora, a chegada das informações requisitadas para deliberar sobre o assunto, inclusive acerca da eventual ocorrência do crime de maus tratos ou abuso a animais, tipificado no artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-RS. 
fonte:conjur

Operação no Sertão apreende cerca de 120 animais vítimas da caça




(Foto: Reprodução/Paraiba.com.br)
Cerca de 120 animais que estavam em situação irregular foram apreendidos por fiscais do da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) durante operações que vêm acontecendo desde o último 10 em várias cidades do Sertão. O trabalho, segundo explicou o chefe de fiscalização do Ibama, Jaime Pereira, tem o objetivo de coibir a caça de aves migratórias.
Ele explicou que durante as operações não havia espécies em extinção, mas algumas são silvestres e estão em passagem pela Paraíba, como a ave arribaçã, cuja captura é proibida.
As fiscalizações aconteceram nas cidades de Brejo do Cruz, São Bento, São João do Rio do Peixe, Cajazeiras, Sousa e Tavares. Segundo Jaime, a operação ainda não foi finalizada e as equipes do órgão continuam monitorando áreas onde há suspeita de caça.
As aves apreendidas estão sendo encaminhadas neste sábado (12) do escritório do Ibama no município de Sousa, no Sertão, para o Centro de Triagem de Animais Silvestres em Cabedelo, no Litoral paraibano. A expectativa é de que os animais vivam um período de adaptação e possam ser devolvidos à natureza.
Segundo Jaime Pereira, as pessoas que foram flagradas caçando os animais foram autuadas e deverão pagar multa, cujo valor depende da espécie e da quantidade de animais que estavam na posse do suspeito. Após a apreensão, o suspeito pode responder a processo administrativo.
O Ibama também encaminha uma portaria comunicando o caso ao Ministério Público Estadual, que solicita à Polícia Civil a abertura de um inquérito para que o responsável pela caça e captura responda criminalmente.

Cachorro é encontrado amarrado com cabo de aço



Uma denúncia levou membros da Associação Protetora Amigos dos Animais de Lençóis Paulista (APALP) a uma residência (fundos) no Jardim Primavera, onde estava um cachorro sem raça definida amarrada em um cabo de aço, trancado em um pequeno espaço sem qualquer cuidado.
Após a constatação dos fatos, os membros da APALP solicitaram a presença da polícia para a retirada do animal e encaminhamento a tratamento veterinário.
Ainda com ferimentos no pescoço e sendo submetido a tratamento, o cachorro encontra-se com uma voluntária cuidadora dos animais.
O Boletim de Ocorrência foi lavrado no dia 8 de maio na Delegacia de Polícia local, como Contravenção Penal (Crueldade contra animais).
fonte: Tribuna

Tráfico de animais é grande ameaça à fauna brasileira



Eles parecem estar em seu habitat, mas infelizmente vivem presos. Como milhões de animais, os papagaios foram vítimas de um tráfico tão lucrativo no Brasil quanto de armas e drogas. É o contrabando de animais silvestres.
Daniel Neves é o supervisor do Centro de Seleção de Animais Silvestres no RJ, onde de 7 mil a 8 mil animais são recuperados todos os anos e levados para este local. Normalmente eles chegam ali doentes e com fome. O objetivo é tratar para depois soltá-los na natureza. Mas apenas de 20% a 30% dos animais são capazes de retornar ao seu habitat.
Uma arara ilegal pode ser comprada por 300 reais no mercado negro e por  2 mil reais num criatório legalizado. O grande problema, segundo Daniel, é a ‘necessidade’  que as pessoas têm de possuir animais de estimação.
As autoridades apreendem cerca de 300 mil animais por ano, mas essa fiscalização não é suficiente para desencorajar os contrabandistas, que não perdoam nem mesmo espécies ameaçadas de extinção.
O Brasil é o país com maior biodiversidade do mundo, juntamente com a Indonésia, e as autoridades procuram de todos os meios cuidar da fauna e da flora silvestres.
Assista ao vídeo:

fonte: Veja

Terapia baseada no comportamento de animais ajuda a tratar crises de pânico

Baseada no comportamento dos bichos em situação de perigo, a terapia de experiência somática ajuda os seres humanos a saírem do estado de choque e partirem para a autodefesa
Os pais de José Bento*, hoje com 31 anos, se separaram quando ele tinha 7.
Daí em diante, o procurador passou a ter uma relação conflituosa com o pai, com brigas contínuas que duraram até ele completar 22 anos — quando fizeram as pazes.

Essa situação foi uma das primeiras a marcar a vida do procurador, que, na época da faculdade, bebiaquase todos os dias e, ao longo do tempo, se tornou uma pessoa cada vez mais ansiosa e tensa, que se sentia perseguida.

Para completar, mais recentemente, o suicídio de um colega de trabalho próximo a ele o assustou, fazendo-o se questionar se a vida tinha sentido.

“Eu ficava muito ligado a qualquer notícia sobre morte, achava que todo mundo estava morrendo e isso me apavorava. Fui ao psiquiatra, que identificou em mim um quadro de ansiedade intensa, mas, após certo período, fui diagnosticado com estresse pós-traumático”, relata. José Bento é um exemplo clássico de como fatores diversos levam uma pessoa a desenvolver transtornos do trauma, que afetam tanto o psicológico quanto o organismo do indivíduo. Felizmente, um tratamento chamado experiência somática (SE, na sigla em inglês) vem o ajudando a se recuperar desse problema.

A terapia foi desenvolvida pelo biofísico Peter Levine, diretor do Instituto de Experiência Somática do Trauma, nos Estados Unidos. Ele explica ao Correio que os transtornos do trauma apresentam vários sintomas, inclusive físicos. “A pessoa pode sentir dores de cabeça constantes sem nenhum motivo aparente, desenvolver tiques nervosos, ter paralisia facial, sofrer provisoriamente a atrofia de algum membro, ter cólicas intensas, irritação, ansiedade, medo, insegurança, explosões de raiva, depressão e incapacidade para lidar com as frustrações do dia a dia”, enumera.

Todas essas sensações, contudo, geralmente são reprimidas pela própria pessoa, com medo de parecer emocionalmente vulnerável.

PALAVRA DO ESPECIALISTA 

O papel da oxitocina contra o trauma

A oxitocina é conhecida como um hormônio dos mamíferos ligados ao nascimento e à lactação. É amplamente usada para induzir ou aumentar o trabalho de parto. Além disso, é dada à mãe após o parto, para reduzir a hemorragia uterina. Novos estudos mostram que esse hormônio ajuda os mamíferos a superarem certos tipos de ansiedade, incluindo traumas, e pode facilitar o comportamento social. Ela é, provavelmente, uma parte do sistema de defesa do corpo contra se imobilizar ou ficar traumatizado diante de experiências altamente estressantes, como dar à luz uma criança. Minhas pesquisas com animais sugerem que a oxitocina é liberada diante de fatores estressantes intensos. Em algumas pessoas, ela inclusive reduz as reações exageradas a fortes desafios. Quando ela é oferecida como tratamento, parece aumentar a atenção social e pode ativar partes do sistema nervoso autônomo que é "calmante".

É importante notar, porém, que algumas pessoas reagem de maneira contrária na presença da oxitocina. Embora ela não possa ser usada como uma droga, já que faz parte do sistema de defesa natural do corpo, é importante compreender as condições naturais e comportamentais que liberam esse hormônio. Conhecer os mecanismos pelos quais a oxitocina age podem nos ajudar a entender o comportamento humano e nos ajudar a criar tratamentos que tenham o comportamento como base, a fim de prevenir ou reverter os efeitos dos traumas 
surgiu

Projeto SOS Quelônios faz nova soltura de animais no Rio Abunã

Este ano, sete mil animais serão soltos pelo projeto SOS Quelônios (Foto: Sérgio Vale/Secom)


O instinto os faz procurar o caminho da água e é  para ela que eles correm, da forma mais rápida que conseguem. Neste sábado, 12, foram soltos mil quelônios no Rio Abunã, por meio do Projeto SOS Quelônios. Este ano, sete mil animais serão soltos, mas, como o Abunã já está povoado, os tracajás e a iaçás serão levados também para outros municípios.
“Hoje nós vemos o Rio Abunã repovoado com tracajás e iaçás, e além disso vemos também a consciência ambiental das comunidades indígenas e ribeirinhas, graças a este trabalho", disse o secretário de Meio Ambiente, Edgard de Deus (Foto: Sérgio Vale/Secom)


“Hoje nós vemos o Rio Abunã repovoado com tracajás e iaçás, e além disso vemos também a consciência ambiental das comunidades indígenas e ribeirinhas, graças a este trabalho que vem
ão carinhosamente sendo feito ao longo destes 12 anos. Pro meio ambiente isto representa um ganho inestimável para o equilíbrio da fauna e manutenção das espécies, e por isso o Governo do Estado, através dos órgãos ambientais e de produção, vem dando apoio a esta iniciativa desde o início”, disse o secretário de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

O Projeto SOS Quelônios teve início no ano 2000, quando uma comissão, liderada por Abrãao Libdy Kerdy, fez uma excursão pelo Rio Abunã e constatou que os quelônios eram quase inexistentes na região. Começou aí a história de luta pelo repovoamento do rio com as espécies, uma iniciativa que sempre contou com o apoio do Governo do Estado, de prefeituras, sociedade civil do Brasil e da Bolívia e iniciativa privada.
“Quando meu pai morreu eu e meu tio íamos desistir do projeto. Foi nessa hora que chegou um grupo de amigos e nos deu força. Disseram que nós não podíamos parar o maior sonho do meu pai e estamos aqui hoje, nesse primeiro ano de projeto sem ele”, disse Carol Kerdy, uma das líderes do SOS Quelônios.
O projeto tem atuado em cerca de 280 praias distribuídas em 51 localidades, sendo 14 no lado boliviano. As principais ações do projeto são identificar a desova, transferência de ovos, proteção das covas, controle da eclosão, manejo e soltura dos filhotes e difusão ambiental. Em 12 anos de projeto já foram devolvidas à natureza 123.170 filhotes de quelônios.

Os prefeitos de Acrelândia, Clovis Moretti, e Plácido de Castro, Paulinho Almeida, participaram da soltura. “Estamos devolvendo para a mãe natureza um pouco do muito que tiramos dela ao longo dos anos”, disse Almeida.
O fundador do projeto, Abrãao Libdy Kerdy, que faleceu há cerca de um ano, foi homenageado com um minuto de silêncio, uma placa e uma carta assinada pelo governador Tião Viana e secretários de governo (Foto: Sérgio Vale/Secom)


O fundador do projeto, que faleceu há cerca de um ano, Abrãao Libdy Kerdy, foi homenageado com um minuto de silêncio, uma placa e uma carta de homenagem, assinada pelo governador Tião Viana e secretários de governo.






Estudantes como André Lucas e Caio Felipe, conhecem o projeto e aprendem desde cedo a importância do projeto para o Estado


Galeria de imagens


fonte: agencia.ac

Vegetarianismo: Vida consciente e mais saudável?

IBGE estima que os vegetarianos já somam 9% da população
Victor é vegetariano há oito anos (Foto: Portal Infonet)



O vegetarianismo, segundo a Sociedade Brasileira de Vegetarianos (SBV), é uma prática alimentar que exclui da dieta todos os tipos de carne (boi, peixe, frutos do mar, porco, carneiro, frango e outras aves) e é baseado no consumo de alimentos de origem vegetal com ou sem o consumo de laticínios e/ou ovos. A prática está crescendo no Brasil. As estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que eles já somam 9% da população. Os proprietários de restaurantes, lanchonetes e vegetarianos percebem que o mesmo está acontecendo em Sergipe.
Victor Balde, fotógrafo e vegetariano há oito anos, diz que começou sendo, somente, vegetariano e hoje é vegano. “Veganismo é o estilo de vida que não explora nenhuma forma de sofrimento animal, utilizando-se dos boicotes aos diversos produtos/serviços que financiem o maltrato com animais, tornando-os meras mercadorias”, explica Victor.
Victor diz que se tornou vegetariano porque buscou se informar sobre os processos envolvidos na comercialização da carne. “Vi o que acontecia por trás da industria da carne e vi que era possível viver sem financiar o maltrato de animais para prazeres fúteis, como a alimentação composta por bichos, uma determinada vestimenta ou determinado cosmético que é testado em animais”, comenta o fotógrafo.
Sâmia Scaranto, vegetariana há três anos (Foto: Portal Infonet)
Sâmia conta, assim como Victor, que decidiu aderir ao vegetarianismo após assistir documentários e pesquisar sobre os problemas causados ao planeta, por conta da forma de produção de carne. “Decidi ser vegetariana após assistir o documentário ‘A carne é fraca’, do Instituto Nina Rosa. No documentário, é visto tudo que envolve o consumo da carne, desde o desequilíbrio ecológico, proporcionado pelo desmatamento da mata atlântica e agora da amazônia destruindo habitats, para criar pasto e para o cultivo da plantação de soja, onde a maior parte direcionada para a fabricação de ração de gado ao invés de ser para consumo humano, até as cenas reais desses criadouros de animais usados para consumo humano (frangos, porcos e bois) onde esses animais são tratados como coisas, não podem desenvolver seu comportamento natural”, explica a administradora.

A professora do departamento de zootecnia da Universidade Federal de Sergipe, Ângela Cristina, também tem uma péssima visão dos abatedouros, mesmo sendo carnívora. “A grande maioria dos abatedouros não é fiscalizada, embora todos eles tenham um médico veterinário. A crueldade com os animais é muito grande e é desnecessária. Além da falta de higiene que existe, isso é inadmissível”, diz a professora.

Para Ângela, existem dois viés que precisam ser melhorados nos abatedouros: “um, da higienização, e, o outro, do tratamento que é dado aos animais que são seres que sentem medo, dor, pavor, estresse, que querem fugir diante da situação que se encontram”.

Ela conta que a maneira correta de fazer o abate é utilizando uma pistola pneumática, atirando diretamente na fronte do animal, para que ele seja insensibilizado. “O animal antes de ser abatido tem que ser insensibilizado, porque, na verdade, o animal morre não por conta de uma pancada na cabeça ou por um choque, ele morre por conta da sangria e, para esse animal ser sangrado de forma humanitária, não tem necessidade de sangrá-lo consciente, é muito sofrimento. Após a insensibilização é que ele deve ser sangrando porque, assim, ele não percebe o ato, ele vai morrer inconsciente sem se debater e sem se agonizar”, explica Cristina.

Ela conta que, atualmente, procura saber a procedência das carnes com as quais se alimenta e só compra o produto se souber que os animais são abatidos em locais higienizados e capacitados a fazer o abate humanitário.


Saúde
Um grande temor daqueles que planejam se tornar vegetarianos, mas que ainda não deram o “último passo”, é de ficarem com carências nutricionais, já que os alimentos de origem animal possuem nutrientes importantes para a dieta humana. Além do receio de sofrer preconceito, por se sentir “diferente” da maioria, este é um dos maiores medos que se impõe como uma barreira para a transição final.
A desconfiança é maior em relação à vitamina B12, já que este é o único nutriente encontrado exclusivamente nos alimentos de origem animal. Para a SBV, outros nutrientes encontrados de maneira combinada nesses alimentos (como as proteínas da carne) podem ser obtidos com uma alimentação bem planejada por parte do adepto e a boa nutrição dos vegetarianos pode ser perfeitamente alcançada com a ajuda de um profissional especializado.
Sâmia conta que o preconceito mora, em massa, nesse ponto. “Eu sempre tenho que ouvir comentários do tipo: ‘o correto é comer carne’, ‘você vai ficar fraca, vai adoecer’, ‘os animais foram feitos pra gente consumir’, isso é uma das coisas mais difíceis de se enfrentar”, desabafa a administradora.

Opinião médica
Para o médico nutrólogo, Danilo Valadares, o vegetarianismo não é saudável para os seres humanos. A carne, leite, ovos e derivados possuem proteínas que são mais ricas em aminoácidos essenciais (os que não são produzidos pelo corpo humano) e esses são mais facilmente absorvidos pelo organismo que a proteína vegetal.
O médico diz que para que se possa ter uma alimentação mais saudável, o vegetariano primeiro deve consumir, pelo menos, leite e ovos, pois são boas fontes de vitaminas, mineirais e proteínas de alto valor biológico. “Eles precisam variar bastante as cores dos vegetais da dieta, isso fornecerá mais tipos vitaminas e minerais diferentes. Ingerir vegetais ricos em ferro (o ferro vegetal é muito pouco absorvido, apesar de presente) com sucos de frutas ricos em vitamina C (laranja, limão, tangerina, goiaba, acerola, caju, etc). Fazer uso de polivitamínicos geralmente é indicado”, considera Danilo.
Contestando estas informações, que são maioria entre os médicos brasileiros, está o também médico nutrólogo, Eric Slywitch, que em vários de seus artigos defende a dieta vegetariana e contesta a ideia de que o uso de suplementos seja necessária.
“Existem inúmeros trabalhos científicos publicados sobre atletas vegetarianos que não usam suplementos de proteínas e apresentam excelente desempenho nas atividades físicas, mesmo nas mais exaustivas. Afirmar que o vegetariano vive às margens da deficiência protéica é um erro conceitual, além de não estar baseado em evidências científicas”, opina Slywitch em um dos seus artigos.



Para Narayádine de Souza, proprietária do restaurante vegetariano Empório Naturista, e seu filho Gabriel Domingos, vegetariano desde que nasceu, a dieta vegetariana é extremamente saudável. “Meu filho nunca comeu carne, ele cresceu bem e saudável, nunca quebrou um osso e dificilmente tem gripes ou resfriados, ele tem uma saúde de ferro, nunca precisou de suplementos. Eu também estou muito bem, e nem quando estava grávida precisei tomar sulfato ferroso que é bastante comum na maioria das mulheres” conta Narayádine.

Os demais vegetarianos entrevistados na matéria também se sentem bem com relação à saúde. Mas o nutrólogo Danilo insiste na opinião de que “o mais saudável é se consumir carnes e vegetais juntos, o consumo de ambos é o que é realmente saudável. O ideal é consumir frutas, carnes magras cozidas (de preferência peixe e frango), saladas, leguminosas, cereais, óleos de boa qualidade e evitar sal, açúcar, conservas, embutidos, alimentos ricos em gordura saturada, aves com pele e gorduras trans”.
Restaurantes


Outra preocupação constante, não só para os adeptos do vegetariano, mas também dos médicos, é onde encontrar a variedade de alimentos que possa suprir, ou chegar o mais próximo disso, a necessidade de vitaminas, minerais e proteínas que o corpo necessita.

Os vegetarianos sempre tiveram dificuldades em encontrar ambientes onde comer bem. Hoje, eles contam que a situação melhorou por conta de receitas que são trocadas online, mas há algum tempo a pesquisa era feita com muita dificuldade.

Daniela Rodrigues, proprietária e responsável pela parte culinária do restaurante OmShamti, conta um pouco da trajetória das suas receitas. “De início eu ia trocando receitas com amigos em reuniões, onde cada um levava um pratinho, depois passei a pesquisar em livros internacionais, onde a literatura sobre o assunto é mais vasta e também consegui muitas coisas experimentando”, diz.

Ivo Delmondes, marido e sócio de Daniela, conta que o restaurante existe desde fevereiro de 2011, e que foi feito para ser uma opção pros amigos do casal, que sempre buscavam um lugar para se reunir e comer bem. “Foi um empreendimento corajoso, porque nós somos o único restaurante vegano do Nordeste, tínhamos medo de não atingir um público suficiente, mas até agora tudo está dando certo, sempre temos clientela, sempre aparece mais gente que traz mais gente”, diz Ivo.

Daniela lembra que o restaurante recebe vários nichos, como pessoas que precisam cortar gorduras da dieta, que precisam cortar sal, e também crianças com alergia a lactose, que encomendam doces e salgados para suas festas.
Narayádine e Gabriel também recebem esses pequenos nichos no seu restaurante, o Empório Naturista, e contam com uma loja de produtos vegetarianos e naturais e uma lanchonete funcionando no mesmo espaço do restaurante. Eles contam que o empreendimento tem 22 anos e foi um dos primeiros restaurantes do ramo no estado.

Narayádine acha que o crescimento da procura por produtos da sua loja, ou por comida no restaurante e lanchonete se dá não só pelo crescimento do vegetarianismo, mas por uma maior preocupação das pessoas com relação à saúde. “As pessoas precisam mesmo ter consciência de que o corpo é feito de alimentos e precisam se preocupar com a melhoria da alimentação”, opina a proprietária.
Por Janaina de Oliveira
fonte:infonet


Elas tratam seus animais como se fossem filhos

Cuidar de um animalzinho é uma tarefa que muitas mulheres transformam numa experiência 'maternal'. Saiba quais os limites desse cuidado e conheça histórias de mães que assumiram seus 'filhos caninos'

Ninguém duvida que é saudável ter um bichinho em casa. Você amadurece ao se responsabilizar pelo bem-estar de outro ser e animais são ótimas companhias para quem vive só, avalia a psicóloga Carine Eleutério.

Segundo ela, "é cientificamente comprovado que ter um animal faz bem e, para as mulheres, pode ser, de fato, uma maneira de exercer seu lado maternal”. 

Mimar só vira um problema quando atrapalha a vida pessoal e social do dono. A rigor, os limites devem ir surgindo naturalmente ao longo da convivência.

O médico veterinário, João Carlos Colombo, dono do Pet Hotel Dog Life, concorda, mas ressalta que a natureza do animal também deve ser respeitada. "O maior limite deve ser sempre o bem-estar do cão. Quando isso não é levado em conta, houve exagero", explica Colombo.

Por exemplo, o especialista diz que caminhar e ter contato com outros humanos e cães, pelo menos, três vezes por semana, é fundamental. Por isso, se você obrigar seu cachorrinho a ficar sempre sentado quietinho numa poltrona porque comprou roupinhas novas para ele e não quer que suje, vai estar, na verdade prejudicando seu cão.

Entre o cuidado e a curtição de ter um pet e o mimo exagerado deve sempre prevalecer o bom-senso.

Leia as histórias de mulheres que amam seu cães, podem até exagerar nos mimos, mas evitam cair na armadilha do afeto excessivo.

Renata e a vida cara de Lola e Nina, cachorrinhas atarefadas de cidade grande
Renata Ferraz não alterou sua rotina de 12 horas de trabalho para cuidar das suas duas cachorrinhas. "Não abri mão de nada, mas precisei adaptar o estilo de vida. Filho um dia cresce, mas um bichinho é sempre dependente da gente", diz ela, que se define, meio na brincadeira, como ‘mãe’ das cachorras Lola e Nina.

Lola tem um ano e sete meses, é a ‘filha mais velha’ e divide seu tempo entre as aulas de adestramento e a creche para cães. "As quartas e sextas-feiras um carro vem buscá-la de manhã e ela sai de lancheira com a ração. Lá, ela participa de recreações com outros cachorros, faz natação, toma banho a seco e volta no final da tarde”, conta Renata. Já Nina, "por ainda ser um bebê, faz apenas aulas de adestramento às segundas-feiras e agora já sai para passear, porque está com as vacinas em dia e castrada". A cachorrinha de focinho rosado é uma vira-lata de apenas quatro meses, mas que já ganhou o coração de sua dona.

Como mora em apartamento, Renata conta que contratou um passeador duas vezes por dia para caminhar com as duas. Também conta com uma funcionária que fica com as cachorrinhas até a ‘mãe’ voltar do trabalho.

Nina e Lola todo mês ganham um brinquedo novo e na Páscoa ganham ovos de chocolate para cachorro também.

"Muito do que faço por elas e por outros cachorros que já tive só é possível por eu ter escolhido não ter filhos. Me sinto mãe dos cachorros que tenho", analisa Renata.

Como qualquer 'mãe coruja', Renata não poupa elogios às 'filhas': "aos domingos, vamos passear no parque, elas são extremamente inteligentes, adoram ficar juntas, são companheiras e muito carinhosas".







Fonte: IG