domingo, 13 de maio de 2012

Chimpanzés também têm cultura (e até polícia)





O instinto de policiar os membros de um grupo foi observado entre chimpanzés e outros primatas, como orangotangos e gorilas. A forma desses animais lidarem com o conflito pode ajudar a explicar a origem do comportamento nos seres humanos.
A intervenção de policiamento dos chimpanzés é diferente das outras, uma vez que o árbitro não apoia seus aliados nem pune os culpados, mas apenas se mantém neutro para interromper a briga. O objetivo principal é fazer com que o grupo retorne ao estado de paz que havia antes do conflito, o mais rápido possível.
Fazer o papel de policial, porém, é arriscado. Lidar com companheiros agressivos significa que a qualquer momento essa agressividade pode se voltar contra o mediador. A pergunta que os cientistas fazem é: porque, então, os primatas preferem se arriscar para interferir em um conflito? Para encontrar a resposta, foi realizado um estudo pela Universidade de Zurich em um jardim zoológico da Suécia. Um grupo de chimpanzés foi observado por 600 horas, durante dois anos. Ao mesmo tempo, os pesquisadores estudaram relatórios sobre esse comportamento em chimpanzés de três outros zoológicos.
Interações sociais como conflitos agressivos, toques amigáveis e comportamento policial foram observadas. Quando policiavam o grupo, eles reagiam de duas maneiras: ameaçavam os dois brigões ou corriam entre eles, para interromper a briga.
Os cientistas acham que policiar o grupo pode ajudar os membros mais poderosos a controlar seus rivais e se manterem dominantes. Outra explicação é que isso pode impedir que membros influentes abandonem o grupo. As hipóteses, porém, apresentam falhas. As fêmeas não costumam se importar com a hierarquia do grupo, portanto não teriam esse comportamento para se manterem dominantes. E elas são as que geralmente abandonam o grupo, não os machos. Apesar desses fatores, as fêmeas também policiam o grupo.
Os pesquisadores sugerem que o policiamento promove a estabilidade dos grupos, e assim a comunidade fica mais saudável. Assim, os chimpanzés preferem mediar uma briga para manter a atmosfera mais pacífica e segura para a comunidade.
O fato de ter uma “polícia” entre eles já é curioso, mas uma recente pesquisa, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, descobriu que os chimpanzés também apresentam diferenças culturais.
“De muitas maneiras, os chimpanzés são muito semelhantes aos seres humanos”, disse o pesquisador Christophe Boesch. “Ao estudar as semelhanças com os nossos parentes vivos mais próximos em seu habitat natural na África, temos a oportunidade única de aprender mais sobre as raízes evolutivas da cultura, que é um dos principais elementos da nossa identidade”.
De 2008 a 2010, os pesquisadores estudaram 45 chimpanzés de três grupos diferentes no Parque Nacional Tai, na Costa do Marfim. Eles descobriram que os grupos tinham maneiras diferentes de quebrar as nozes que comiam.
As nozes são mais duras no começo na estação, e mais moles conforme o tempo passa. Para abri-las, os animais fabricam “quebra-nozes” com materiais disponíveis no ambiente.
Os três grupos vivem próximos, a cerca de quatro quilômetros, e fazem fronteira uns com os outros, até cruzando entre si, o que significa que não há muita diferença genética entre eles. No que se trata de uma forma prática de abrir e comer as nozes, eles deveriam se comportar de forma igual, mas não o fazem.
Por exemplo, um dos grupos utilizava principalmente quebra-nozes de pedra para extrair a carne de nozes, não importa se elas já estivessem moles. Já os outros dois grupos começavam usando ferramentas de madeira, que são mais fáceis de encontrar, para quebrar as nozes mais moles já mais tarde na temporada, usando ferramentas de pedra apenas para as nozes mais duras. Todas as três comunidades tinham uma preferência especial para o tamanho de ferramentas que usavam.
Ou seja, os grupos têm suas escolhas, assim como certo grupos de humanos usam certas gírias, gostam de certo estilo musical, etc. – escolhas culturais.
É simplesmente incrível o quanto os animais continuam surpreendendo a gente, nos lembrando dia após dia como também somos animais. [LiveScience ILiveScience II]

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Sem força para ficar de pé, gado é sustentado por tipoias


Lavrada perdeu as forças. De tão fraca, a vaca foi posta de pé por uma tipoia. Recebeu a melhor ração da fazenda por oito dias, quando o fazendeiro Ulisses de Souza Ferraz, 83 anos, de Floresta, município sertanejo distante 434 km do Recife, deu-se por vencido. Com a ajuda do vaqueiro Cláudio Olímpio de Sá, 58, Ulisses cortou os panos e desatou os nós das cordas que sustentavam Lavrada. O animal vítima da seca despencou por completo no chão. Não havia mais o que fazer. Ou melhor, restava esperar a hora da morte de vaca, que tinha bezerro novo.

O que acontece na fazenda de Ulisses não é fato isolado nos 78 municípios pernambucanos - no Sertão, Agreste e Zona da Mata - com situação de emergência decretada. Com a escassez de água e de alimentos, os criadores veem a estiagem vencer os animais. O fazendeiro já perdeu quatro reses. “Sei que esse número pode aumentar”, lamentou Ulisses. O temor maior dele é com o açude, de nome Recanto, de sua fazenda. Se não chover nos próximos dias, o reservatório, que acumula cerca de 10% da água de sua capacidade, deve secar.

A possibilidade de o açude ficar vazio assusta a aposentada Juviniana Constança de Jesus, 73. Dali, a agricultora tira a água para o pequeno rebanho, do qual ela cuida. Desde novembro, Juviniana dedica grande parte do dia para manter três vacas, seguras por tipoias, de pé. É um gesto de teimosia e apego aos animais. As vacas, segundo ela, não valem nem metade do que já gastou. A peleja para salvar os bichos começa na madrugada e segue por todo o dia. Se os animais caírem, explica Ulisses, as pernas adormecem e aos poucos todas as forças desaparecem. A partir daí, a morte torna-se inevitável.

“Dói ver um animal morrer porque não choveu”, lamenta Juviniana. Em Floresta, a última chuva capaz de juntar água nos reservatórios foi registrada em novembro do ano passado. Desde então, serenos esporádicos acontecem, o que é insuficiente para se criar pasto e juntar água. Sem isso, a vegetação murcha. O que resiste é aproveitado para alimentar o gado. Até o xique-xique, cacto de muitos espinhos, está sendo aproveitado. Criadores têm vendido as reses, os cavalos e as cabras a baixo preço. Em Tabira, a 404 km do Recife, vacas e bois já foram abandonados por não terem compradores.
pernambuco

Pesquisa busca causas e conseqüências da invasão de animais silvestres na zona urbana de Manaus




Animais resgatados no Centro de Triagem já somam 65 espécies em 2012(Divulgação)
 Uma cena que já se tornou rotineira em Manaus é ver jacarés nas margens dos igarapés poluídos. Além do réptil, é comum a ocorrência de jiboias, preguiças, camaleões, aves como o gavião carijó, socó, mucura e rãs. Esses animais estão na zona urbana, mas não pertencem a ela, explica o doutor em ecologia Ronis da Silveira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), coordenador de um projeto destinado a estudar as 12 espécies da fauna silvestres mais encontradas na zona urbana. O objetivo é entender a permanência deles nessa área e, futuramente, elaborar um projeto para administrar esse problema.
Os registros de achados de animais são do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que, no ano passado, recebeu 927 animais, sendo três tipos de jacarés, duas de preguiças, camaleão, duas de aves, o gavião carijó e o socó, a mucura, e a rã pimenta. Os urubus do Município de Tefé (a 525 quilômetros de Manaus) estão incluídos no estudo. Alunos de várias faculdades estão envolvidos na pesquisa que está buscando entender como os animais foram afetados para se descobrir as melhores ações para beneficiá-los.
Lixo no Estômago
Um exemplo citado por eles é o dos os jacarés, sobreviventes das águas extremamente poluídas de Manaus. A pesquisa revelou que eles são vítimas em potencial da poluição. É comum encontrar no estômago deles sacos de lixo obstruindo o trato digestivo. “São bolas de lixo em sacos que vão se compactando e causando inúmeros prejuízos a eles”, disse o pesquisador, destacando a importância do réptil como predador de ratos.
O projeto, que conta com o financiamento do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), vai trazer benefícios não só para as espécies, mas também para a própria cidade. “Temos que administrar isso de forma adequada e o papel do poder público é importante”, argumenta.
Esses resgates de animais e a iniciativa da população em chamar a Semmas para buscá-los, no caso de cobras e lagartos, segundo Ronis, é importante, mas é preciso avaliar a destinação desses animais. Para ele, Manaus poderia se tornar a capital verde, pelos fragmentos florestais que tem e esses animais poderiam ser inseridos.
Uma ideia é a criação de um espaço para observação desses animais por turistas, que procuram a nossa cidade pelo atrativo da floresta amazônica. “O fato de termos esses animais ainda na cidade deve ser enxergado como coisa positiva, bom para o turista ver”, finaliza.
Pesquisa com jibóias
 Uma das estudantes envolvidas no projeto é a bióloga Adriana Bentes, 30, pesquisadora de jiboias, que pesquisa, em nível de mestrado, na Ufam, sobre a vida desse animal. “Os animais são encontrados em todas as áreas da cidade em que se possa imaginar”, explica ela, lembrando que muitos são recebidos com ferimentos graves.
Inédito, o estudo dela se destaca em importância pelo número de animais resgatados. De setembro de 2010 até agora, ela contabiliza o registro de 184 jiboias. “Nosso objetivo é saber porque estão em grande quantidade na cidade, se é pela fragmentação das florestas ou da própria movimentação dos animais, que estão encontrando facilidade em se reproduzir”, observou. Ela aponta que as serpentes, que não são venenosas, estão muito infectadas por carrapatos, outro foco do estudo dela, que se preocupa com que riscos isso pode representar tanto para o animal quanto para o ser humano.
Cetas
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Refúgio Sauim Castanheiras (Cetas), 65 espécies de diferentes animais já foram resgatados este ano na zona urbana de Manaus.
Jacarés
As espécies de jacarés mais encontrados são o tinga, coroa, pedra e açu. Entre os jacarés que foram resgatados e encaminhados ao Cetas, houve alguns encontrados com até três sacos de lixo no estômago, demonstrando que isso está mudando seus hábitos, pois normalmente esses animais não mastigam.
 Resgate
A Semmas recomenda que, no caso de encontrar jacaré, os populares devem imediatamente entrar em contato com o serviço de resgate de animais silvestres da Semmas, por meio do             08000-92-2000       ou através do telefone 3618-9345, do Cetas, do Refúgio Sauim Castanheiras.
fonte: acritica

Jogo faz apologia à caça de pássaros



Há no site Click Jogos, vinculado ao UOL, um jogo chamado Bird Blast, em que o jogador precisa matar o máximo possível de pássaros, que estariam “bagunçando” plantações.
informação: anda
Diz a descrição do jogo: “Pássaros estão voando pelo cenário e é o seu objetivo abatê-los. Utilize uma arma e mire corretamente pelo ambiente para acertar todos os pássaros que passam na sua frente, acertando-os rapidamente para marcar combos e aumentar a sua pontuação.”
Tal jogo faz uma clara apologia à caça de pássaros. Muitos pensam que “é só um jogo”, mas há o risco de crianças poderem ser influenciadas e passarem a achar a caça de aves algo divertido.
Protestos e pedidos para que o jogo seja removido do ar devem ser enviados à página de contato do Click Jogos.

Apreensão recorde de barbatanas no PA traz à tona prática cruel que mutila os animais


Funcionários do Ibama e parte das 7,7 toneladas de barbatanas apreendidas em Belém (Foto: Reprodução/Istoé)
Na sexta-feira 4, o Ibama apreendeu 7,7 toneladas de barbatanas de tubarão armazenadas em uma empresa de exportação de pescado em Belém, no Pará. A firma, que estava pronta para mandar o material para a China, foi embargada e multada em R$ 2,7 milhões por não comprovar a legalidade do produto.
O caso é emblemático de um massacre que vem dizimando os tubarões em todo o planeta. Nas últimas duas décadas, vêm crescendo muito a demanda e o preço da barbatana do animal (o quilo chega a custar US$ 700). O produto é usado para fazer uma sopa que é considerada uma iguaria na Ásia, e também está presente em restaurantes de países que contam com uma população oriental significativa, como EUA e Canadá. A barbatana é geralmente obtida por meio de uma prática cruel chamada “finning” (leia quadro), que consiste em capturar o tubarão, cortar suas nadadeiras e jogar o corpo mutilado no mar, submetendo o animal a uma morte agonizante.
Essa prática tem levado algumas espécies ao risco de extinção, já que muitos animais precisam ser mutilados para que se obtenha uma quantidade razoável de barbatanas. Segundo o Ibama, desde 2009 já foram apreendidas 15,7 toneladas do material somente no Estado do Pará. De acordo com as estimativas do órgão, cerca de sete mil tubarões foram mortos para que essa quantidade de barbatanas fosse alcançada.

Fonte: Istoé

Devido ao baixo nível de oxigênio da água, peixes agonizam no Rio dos Sinos


Rio Grande do Sul

O baixo nível das águas do Sinos, e as altas cargas de poluição despejadas no rio, fizeram com que os níveis de oxigênio baixassem nesta sexta-feira. Com isso, milhares de peixes agonizam nas margens do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, RS.
Técnicos temem que a situação possa agravar nas próximas horas, inclusive com mortes de animais. A previsão de chuva na região em nada ajuda na recuperação dos níveis de oxigênio.
— Temos a perspectiva de uma pancada de chuva. O problema é que ela não deve ser suficiente para aumentar o nível do Sinos. Essa chuva vai apenas limpar os arroios, levando mais lixo e efluentes químicos para dentro do rio — afirma o diretor-executivo do consórcio Pró-Sinos, Júlio Dorneles.

vJustiça cancela rodeio em cidade do PR por denúncia de maus-tratosJustiça cancela rodeio em cidade do PR por denúncia de maus-tratos




Foto: Reprodução/TN On line)
Neste final de semana aconteceria em Barbosa Ferraz uma festa de rodeio. Após receber um ofício extrajudicial do Ministério Público que denuncia maus-tratos aos animais da festa, a Comarca de Barbosa Ferraz barrou o rodeio.
Cerca de 20 animais seriam usados no rodeio. Segundo a comarca, o uso de esporas, corda americana, choques, peiteiras, barrigueiras, sinos, laços e outros objetos que causam dor nos animais, além da estrutura de confinamento dos touros são as justificativas para a ação.
O cancelamento de rodeios vem se tornando frequente no Brasil. As condições em que os animais são tratados nessas festas fazem com que a justiça tenha um novo olhar sobre esta cultura.
No Vale do Ivaí, as festas de rodeio acontecem em grande parte dos municípios. A falta de estrutura faz no entanto, com que os animais sejam expostos a condições precárias, além do sofrimento causado pelas ferramentas usadas para fazer os animais pularem.
Fonte: TN on line

Duas mil aves morrem presas em redes de pesca no Chile

Catástrofe ambiental/humano/animal
Uma das duas mil aves mortes no litoral chileno (Foto: Jose Brito/AFP Photo)Uma das duas mil aves mortes no litoral chileno (Foto: Jose Brito/AFP Photo)


Duas mil aves foram encontradas mortas em um raio de 6 km na cidade de Santo Domingo, na costa central do Chile, um fato que se repetiu em anos anteriores nesta região e que está vinculado à atividade pesqueira.
“Nós contabilizamos 2 mil aves mortas, foi terrível o espetáculo. Encontamos as aves distribuídas em seis quilômetros de praia”, declarou à AFP José Luis Brito, diretor do Museu de Ciências Naturais e Arqueologia da cidade de San Antonio, 120 km a sudoeste de Santiago.
Brito informou que as aves mortas correspondem a quatro espécies diferentes encontradas em uma praia de Santo Domingo. “As mais afetadas são a pardela-cinza e também há exemplares mortos de pelicanos, atobás e cormorões”, que “não apresentavam sinais de intoxicação ou danos no estômago”.
O cientista explicou que a morte das aves ocorreu quando elas migravam para o norte do país e, no momento de se alimentar, se lançaram ao mar para caçar anchovas, seu alimento principal, mas ficaram presas em redes de 30 embarcações de pescadores que normalmente trabalham na região.
“As aves apresentavam luxações e hematomas por terem ficado presas nas redes e depois os corpos foram jogados fora da beira das embarcações pelos pescadores e chegaram à praia”, afirmou Brito. Funcionários do estatal Serviço Agrícola e Pecuarista (SAG) informaram que uma das aves foi resgatada com vida e, junto com outras mortas, foi levada para os laboratórios da instituição para determinar a causa exata da catástrofe que afeta gravemente a biodiversidade da região.
Fonte: Terra

A linda história da gata que arriscou a vida para salvar seus filhotes de incêndio




Foto: Reprodução/Daily Mail
Como homenagem às mães de todas as espécies, a ANDA está republicando a  história da gata Scarlett que era comum até o dia 29 de março de 1996. Ela vivia numa garagem abandonada de um subúrbio de Nova York e alimentava-se de restos de comida que encontrava pelas redondezas.
Naquela ocasião ela estava com sua ninhada de cinco filhotes quando às 6h do dia 30 de março de 1996, iniciou-se um grande incêndio no local. O bombeiro David Giannelli conta que viu por diversas vezes a gata entrar e sair do local para resgatar seus filhotes e a cada filhote as queimaduras eram ainda piores.
Em 7 de abril do referido ano, o Daily News de Nova York relata o seguinte: “Quando Giannelli encontrou a gata, ela estava prostrada de dor num terreno baldio ali perto, e aquilo lhe cortou o coração. As pálpebras da gata estavam fechadas de tanto que incharam por causa da fumaça. As almofadas das patas apresentavam queimaduras gravíssimas. A cara, as orelhas e as pernas estavam horrivelmente chamuscadas. Giannelli providenciou uma caixa de papelão onde cuidadosamente colocou a gata e os filhotes. Ela nem conseguia abrir os olhos, disse Giannelli. Mas tocou os gatinhos um por um com a pata, contando-os.”
Scarlett, logo após o incêndio (Foto: s/c)
Quando chegaram à Liga de Animais North Shore, ela estava morre-não-morre. O relato continuou: “Deram-lhe medicamentos para combater o choque. Colocaram um tubo intravenoso cheio de antibiótico na heróica felina, e, delicadamente, passaram pomadas antibióticas nas queimaduras. Daí, ela foi colocada numa gaiola com câmara de oxigênio para ajudar a respiração, e todo o pessoal da liga de animais ficou em suspense… Em 48 horas, a heroína já conseguia sentar-se. Seus olhos inchados se abriram e, segundo os veterinários, não tinham sofrido nenhuma lesão”.
Para qualquer animal apenas aproximar-se do fogo já seria algo marcante. Imaginem entrar em meio às chamas por cinco vezes e a cada vez mais difícil que a anterior pelo fato das queimaduras e da intensidade do incêndio. Imaginem o ruído do incêndio, o calor sufocante e falta de ar, a fumaça e tudo o mais. Mesmo assim a heróica bichana não parou em nenhum momento enquanto não retirou seus filhotes.
Quando a história foi divulgada pela Liga de Animais North Shore o telefone não parava de tocar, pessoas do mundo todo queriam saber do estado da gata e mais de 1500 pessoas ofereciam-se para adotá-la. Scarlett virou um símbolo do amor materno dando uma grande lição em muitas mães modernas que eliminam seus filhos antes de nascer e em outras que os tratam com descuido ou os matam ou abandonam ainda recém nascidos. É a velha história que se repete, os humanos querem ensinar aos animais mas em questão de moral e de amor acabam mesmo é aprendendo.
Scarlett se tornou um exemplo de coragem, amor e superação (Foto: s/c)
O amor materno entre os animais, que os homens costumam chamar de instinto não para por ai. Há inúmeros casos em que mães de uma determinada espécie adotam filhotes de uma outra. Há casos incríveis até mesmo entre inimigos naturais. Mostram que os animais tem um sentido de sobrevivência e de proteção muito além da capacidade de entendimento do ser humano. Talvez só num futuro muito distante é que o homem venha descobrir nos animais a verdadeira sabedoria e o verdadeiro amor cada vez mais esquecido pelos humanos.
A história da mãe e seus heróicos esforços do felino para salvar os seus gatinhos atraiu a atenção da mídia mundial, mais de 7.000 cartas foram enviadas à Liga de Animais North Shore, oferecendo-se para adotar Scarlett e seus filhotes. Eles finalmente escolheram dividir os gatinhos em dois pares, e os dois pares de gatinhos foram dados para adoção a moradores de Long Island.
Scarlett mesma foi aprovada com a Karen Wellen. Em sua carta, a Sra. Wellen indicou que, como resultado da perda de seu gato, pouco após ser ferido em um acidente de trânsito ela adotaria animais com necessidades especiais .
O North Shore Animal League criou um prêmio denominado Prêmio Scarlett Animal heroísmo em sua honra. Este prémio é atribuído aos animais que se envolveram em atos heróicos para beneficiar os outros, se os seres humanos ou animais.
Scarlett viveu feliz em um lar amoroso com Keren por mais de 10 anos e morreu em 11 de outubro de 2008.
No Facebook, foi criado o perfil “Scarlett The Cat“, em homenagem à gata heroína.
fonte:anda

A história comovente de uma mãe que tentou preservar a vida do seu filhote


Foto: APEX
Gostaria de contar uma história que é verdadeira e de cortar o coração. Quando me formei em Medicina Veterinária pela Escola de Cornell, eu fui para um trabalho em uma fazenda de laticínios, em Cortland. Tornei-me uma profissional popular, devido a minha habilidade em lidar de maneira suave com as vacas leiteiras. Um dos meus clientes me ligou um dia com um fato intrigante: sua vaca suiça, tendo parido o seu quinto bezerro no pasto na noite anterior, de parto natural, trouxe o bebê para o celeiro e foi colocada então na linha de ordenha, enquanto seu filhote era mais uma vez removido dela, como foram os outros. Suas tetas, porém, estavam completamente sem leite, e assim permaneceram por vários dias.
Como havia parido recentemente, ela deveria estar produzindo normalmente cerca de 12 galões e meio de leite diariamente; porém, apesar de seu ótimo estado de saúde, suas tetas continuavam sem produzir leite. Ela saía para o pasto toda manhã após a primeira ordenha, voltava para a ordenha do final da tarde, e novamente era solta no pasto à noite – isso no tempo em que era permitido ao gado um pouco de liberdade – mas nunca apresentava as grandes quantidades de leite que são esperadas de uma vaca que havia acabado de dar à luz.
Fui chamada para verificar esse mistério duas vezes durante a primeira semana após o parto e não conseguia encontrar solução para este enigma. Finalmente, no décimo primeiro dia, o fazendeiro me ligou com a solução. Ele havia seguido a vaca em sua pastagem após a ordenha da manhã, e descobriu a causa: ela havia parido gêmeos, e em uma espécie de “Escolha de Sofia”, ela havia trazido um para o fazendeiro e manteve o outro escondido no matagal à beira do seu pasto, de modo que cada dia e cada noite ela ficava com seu bebê – FINALMENTE o primeiro que ela tinha sido capaz de nutrir – e permitindo que seu bezerro pudesse fartar-se com o seu leite. Embora eu tivesse implorado para que o fazendeiro mantivesse os dois juntos, ela imediatamente perdeu este seu outro filho, também para o inferno da indústria da carne de vitela.
Pense por um momento no raciocínio complexo desta mãe: primeiro, ela teve memória – memória de suas quatro perdas anteriores, nas quais trouxe seu bezerro novo para o celeiro e isso resultou em nunca mais vê-lo de novo (o que é de partir o coração de qualquer mãe de mamífero). Segundo, ela formulou e executou um plano: se levar um bezerro para o fazendeiro significava inevitavelmente perdê-lo, então ela iria manter seu filhote escondido, como os cervos fazem, mantendo o seu bebê deitado na mata até que ela voltasse. Terceiro – e eu não sei o que dizer com relação a isso – em vez de esconder os dois, o que teria despertado a suspeita do fazendeiro (afinal uma vaca prenha não deixa o celeiro durante a noite e volta na manhã seguinte sem filhos), ela deu=lhe um e manteve o outro para ela. Eu não posso dizer como ela conseguiu ser estratégica a tal ponto, pois pareceria mais provável que uma mãe desesperada escondesse os dois filhotes, mas de fato ela foi.
Tudo o que posso dizer é que há muito mais acontecendo por trás daqueles olhos bonitos do que nós, seres humanos, jamais podemos acreditar, e eu, como uma mãe que foi capaz de amamentar todos os meus quatro filhos e não tive que sofrer as agonias de perder a minha amada prole, sinto a sua dor.
Depoimento de Holly Cheever, Vice Presidente da New York State Humane Association e médica veterinária líder do Conselho da Humane Society Veterinary Medical Association para a Global Animal
fonte: anda