sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Vazamento de esgoto causa morte de peixes em córrego de Goiânia

Vazamento mata peixes em córrego de Goiânia (Foto: Ricardo Rafael/ O Popular)

Um vazamento de esgoto doméstico provocou a morte de peixes no Córrego Capim Puba, em Goiânia. O vazamento começou na quarta-feira (18) e já causa grandes prejuízos ao meio ambiente. A uma distância de aproximadamente 1 km de onde está acontecendo o vazamento é possível ver a água bastante suja, com muita espuma e vários peixes mortos.
Essa não é a primeira vez que ocorrem problemas com o córrego. Em fevereiro deste ano, 18 casas foram invadidas pela água. E limpar o que o córrego levou para dentro das casas não foi fácil.
A rede coletora do Capim Puba já foi feita pela Saneago. Agora, a Agência Municipal de Obras (Amob) está concluindo outras estruturas de contenção da água para plantar uma nova vegetação no local.
Já começaram as investigações para saber o que causou o vazamento de esgoto no córrego. Policiais da Delegacia do Meio Ambiente suspeitam que possa ter ocorrido um acidente durante as obras.
“Nós vamos acionar a Saneago para reparar este dano. Aqui não se fala mais em Córrego Capim Puba e sim em esgoto a céu aberto”, diz o delegado Luziano de Carvalho.
A Amob disse que não vê relação com o vazamento de esgoto e a obra que a agência está realizando no local. A Saneago informou ao G1 que mandou uma equipe na manhã desta quinta-feira (20) para averiguar a situação.
Fonte: G1

Ator Casey Affleck participa de campanha contra remoção dos chifres das vacas

Por Patrícia Tai (da Redação)
   O ator Casey Affleck fala sobre a descorna em vídeo do PETA. Foto: Alamy/Reprodução

O ator Casey Affleck, indicado ao Oscar, está ajudando a PETA a divulgar o horror da “descorna”, que é a remoção dos chifres de vacas em fazendas de gado leiteiro – uma prática generalizada que Casey chama de “desumana”. As informações são do Huffington Post.
No forte vídeo intitulado “Dehorning: Dairy’s Dark Secret” (“Descorna: o segredo escuro das fazendas leiteiras”), Casey explica como a prática é realizada. A remoção de chifes envolve o corte, a queima, ou a remoção química dos chifres das vacas e de outros animais.
“Vacas e bezerros lutam desesperadamente durante a descorna”, Casey diz no vídeo, que mostra os animais se debatendo, jogando as cabeças, erguendo-se, torcendo suas caudas, berrando e se chocando de dor contra o chão”, enquanto os funcionários das fazendas queimam ou arrancam os sensíveis chifres.
“Todos esses procedimentos são realizados rotineiramente e sem que seja dado aos animais qualquer anestésico”, acrescenta o ator.
Citando dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a ABC News informou em 2010 que praticamente todas as fazendas leiteiras praticam a descorna.
Lyndon Odell, presidente da Willet Dairy, uma das maiores fábricas de lacticínios do Estado de Nova York, disse que a descorna é uma “prática comum na agropecuária”, e é feita para proteger tanto os animais quanto os funcionários. “Se você tem um animal correndo por aí com um chifre afiado, eles podem ferir outros animais que estão no mesmo grupo com eles, ou podem ferir um empregado que está trabalhando com os animais”.
Enquanto a Organização Veterinária Americana diz concordar que a descorna possa trazer certas “vantagens”, também observa que a prática “não é atualmente regulamentada” nos Estados Unidos.
Por outro lado, leis em diversos outros países como a Austrália, Dinamarca e Suécia ditam que a descorna em vacas adultas não pode ser realizada sem a aplicação de anestesia.
De acordo com o jornal Boston Globe, Casey estará em uma escola de Cambridge (Massachussets) na próxima terça-feira, para falar sobre a Campanha.
Em linha com o que ele diz no filme sobre “evitar o leite de vaca, o queijo e outros produtos lácteos”, caixas de leite de soja serão distribuídas aos participantes.
“Considerando que o consumo de produtos lácteos está ligado a doenças cardíacas, derrames, diabetes e câncer, leites vegetais enriquecidos não trazem nenhum dos riscos de saúde associados ao leite de vaca e são livres de crueldade”, disse um representante do PETA ao The Huffington Post, por e-mail.
fonte: anda.

Coelho salva a vida de 26 filhotes abandonados

Por Patrícia Tai (da Redação)

Foto: Reprodução
Nesta semana, um coelho doméstico da cidade de Live Oak (Califórnia, EUA) correu em direção a um funcionário da área de Controle de Animais da cidade como se estivesse chamando-o para investigar algo. O coelho ziguezagueou correndo pela vizinhança e levou o funcionário até um jardim onde havia 26 coelhinhos abandonados. As informações são da Care2.
Todos os filhotes foram retirados do local e estão seguros agora, graças ao coelho Haven e ao abrigo animal do Condado de Santa Cruz, um grupo de resgate que abriga cerca de 200 coelhos.
Não se sabe o motivo pelo qual os filhotes resgatados estavam no jardim onde foram resgatados. Os pais não estavam no local e supõe-se que sejam cria de coelhos domésticos que estão soltos, que não têm um lar ou que foram abandonados.

Coelhos geralmente apreciam a companhia de outros animais. Foto: Reprodução
Coelhos são animais que demandam muitos cuidados, e nem sempre os tutores que optam por tê-los como animais de companhia cuidam da maneira correta. Eles precisam de espaço, de visitas constantes ao veterinário para cuidar de sua saúde e de seus dentes. Devem ser levados para passeios externos utilizando coleiras e guias apropriadas para ficarem sob estrita vigilância e para que não fujam. Os tutores precisam ter muito cuidado para que eles não tenham acesso a qualquer coisa que possa causar choque elétrico (fios de eletricidade com os quais eles possam brincar, ou tomadas), pois é comum os coelhos sofrerem esse tipo de acidente. E sobretudo, precisam ser castrados.
fonte: anda

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Documentário “Compaixão” dá aula de respeito aos animais

Por Robson Fernando de Souza (da Redação)



Entre diversas frases de impacto, o telespectador pode começar a rever a forma como vê os animais não humanos. Essa é a intenção do documentário “Compaixão”, com trechos das palestras de Philip Wollen, ex-vice-presidente do Citibank, e David Coles, ex-publicitário e hoje palestrante e escritor, dadas no Festival Vegano de Adelaide, Austrália, em 2010.
O vídeo, de 15 minutos, pretende ajudar as pessoas a mudar sua visão dos animais não humanos, de seres inferiores que existem a nosso serviço a sujeitos de direito com tanta dignidade quanto os seres humanos.
“Compaixão” toca tanto o coração das pessoas como sua razão. É difícil defender ou consentir a exploração animal depois que são conhecidos os argumentos expostos por Wollen e Coles.
 Fonte: anda

Pitbull salvo à beira da morte comove os EUA e procura um novo lar

EUA


Antes e depois: o pitbull passou um ano se recuperando após escapar da morte (Foto: Reprodução/Facebook)
A história de um pitbull está comovendo os Estados Unidos, um ano depois de o cão ser salvo da morte num compactador de lixo. Na época, Patrick pesava o equivalente a nove quilos. Agora, o cão reapareceu na mídia americana à procura de um novo tutor. E já nem lembra mais o antigo cãozinho magro e abatido que foi um dia.
Segundo reportagem do “Daily Mail”, o porte raquítico dos tempos de maus-tratos deu lugar a um corpo musculoso de cerca de 25 quilos. Patrick passou o último ano num abrigo, recebendo tratamento veterinário.
— Ele é um lutador tremendo — disse o médico veterinário Thomas Scavelli, que cuidou do cão.
Patrick tem recebido mensagens do mundo inteiro, depois que funcionários do abrigo criaram uma página no Facebook contando sua história. Intitulada “The Patrick Miracle” (O milagre de Patrick), a página já foi curtida por mais de 200 mil pessoas.
Foto: Reprodução/Extra
A antiga tutora do cão, Kisha Curtis, responde a um processo por “atormentar e torturar” o animal. As acusações podem levar a penas de prisão máximas de 18 meses e uma multa de até US$ 10 mil. Ela também enfrenta duas acusações de abandono, com pena de até seis meses de prisão e multa de US$ 1 mil.
De acordo com as autoridades americanas, Curtis amarrou o cão num corrimão em seu prédio e o deixou por mais de uma semana sem comida. Um faxineiro o encontrou em uma lata de lixo, prestes a ser atingido pelo triturador.
O trauma, porém, não tornou o pitbull agressivo, segundo Patricia Smillie-Scavelli, mulher de Thomas Scavelli.
— Ele realmente é muito amoroso. Prefere sentar em seu colo do que no chão. Ele também dorme na nossa cama, à noite, junto com o gato — contou.
A lenta recuperação foi feita com dieta especial, remédios, fisioterapia e transfusões de sangue, que logo acabaram com as costelas aparentes e as feridas espalhadas por todo o corpo.
Foto: Reprodução/Extra
Fonte: Extra

Cientistas encontram pássaros com malária em regiões do Alasca

Um dos pássaros com malária encontrados no Alasca, nos EUA (Foto: Divulgação/Universidade do estado de São Francisco)

Cientistas da Universidade do estado de São Francisco, nos Estados Unidos, encontraram pássaros infectados com malária no Alasca, também nos EUA.
A doença, comum em regiões tropicais, deve vir a ser encontrada em lugares ainda mais ao norte e mais remotos do planeta devido ao aquecimento global, segundo um estudo publicado no periódico científico “PLoS One”, nesta nesta quarta-feira (19).
A contaminação pode ser mortal para as espécies de aves no Ártico, já que elas nunca entraram em contato com a malária e não têm resistência ao protozoário causador da doença. Para Ravinder Sehgal, professor da Universidade do estado de São Francisco e um dos autores da pesquisa, a situação é “muito alarmante”.
Ele e sua equipe examinaram amostras de sangues de pássaros coletados em quatro pontos diferentes no Alasca. Em dois dos quatro locais, situados mais ao sul, foram encontrados animais com malária.
Usando imagens de satélite, os cientistas foram capazes de prever que a doença vai se espalhar para o norte do Alasca até o ano de 2080, se o ritmo do aquecimento global for mantido no nível atual.
Na pesquisa, o professor enfatiza que a situação preocupa porque as aves da região não possuem proteção contra a doença e “são muito suscetíveis”. “Por exemplo, pinguins em zoológicos vão morrer se tiverem malária. Há animais como as corujas-da-neve e alguns tipos de falcão que devem passar pelo mesmo problema.”
O pesquisador pondera que os resultados podem ajudar a entender o efeito da mudança climática também na contaminação da malária em seres humanos, causada por um micro-organismo similar ao encontrado nas aves.
Fonte: G1
Por Luisa Bastos e Ricardo Coelho (da Redação – Portugal)
Acabou no domingo a Conferência Internacional de Direitos dos Animais, um evento que juntou centenas de ativistas de dezenas de países no Luxemburgo. Vários temas de interesse foram abordados nos debates e oficinas que decorreram durante estes dias. Foram tempos intensos de discussão e troca de experiência, intermediados pelas necessárias refeições veganas e os não menos necessários momentos de convívio.
Fazer um resumo extensivo de tudo o que foi dito nesta conferência seria um trabalho impossível para a representação do NOA presente, pelo que optamos antes por escolher alguns dos temas abordados nas apresentações.
O sacrifício de animais no altar da ciência
Silke Bitz, da Médicos Contra a Experimentação Animal da Alemanha, apresentou a farsa por detrás da experimentação animal.
Só na União Europeia, mais de 12 milhões de animais são usados e mortos na experimentação animal. Estes animais são usados com os objetivos de testar a segurança de fármacos e outros químicos e tentar encontrar novos tratamentos para doenças humanas. No entanto, devido a diferenças anatómicas, fisiológicas, metabólicas e na reação a químicos e fármacos, a extrapolação dos resultados da experimentação animal para humanos é arriscada. Muitos exemplos foram dados de substâncias que são nocivas para alguns animais e não para humanos, que são nocivas para humanos mas não para outras espécies e que causam malformações em muitas espécies, incluindo a humana, mas não em coelhos ou em macacos.
Só na Alemanha, das 210.000 entradas anuais nos hospitais, 60.000 mortes ocorrem devido a efeitos secundários indesejados de fármacos.
Silke Bitz apresentou também a farsa da metodologia de mimetizar doenças humanas em outras espécies de animais e mostrou técnicas que podem ser utilizadas e desenvolvidas para uma ciência médica baseada no estudo do ser humano.
Por fim, a médica e cientista alertou-nos para a necessidade de uma mudança de paradigma na ciência médica, no sentido da prevenção de doenças através da promoção de estilos de vida mais saudáveis.
Ainda dentro do tema da vivisecção, o ativista Tino Verducci apresentou a campanha “Salvemos os cães da Green Hill”, que tem somado vitórias na luta contra este centro de criação de beagles para uso em experimentação animal. A campanha iniciou-se em 2010 e teve como momentos altos as invasões da Green Hill, em que ativistas se colocaram no telhado das instalações, dando entrevistas para a comunicação social enquanto se ouviam os latidos dos cães aprisionados.
A 28 de abril deste ano, a campanha atingiu o seu cume com uma manifestação em frente à Green Hill em que se juntaram mais de mil pessoas. De forma espontânea, as pessoas decidiram invadir o biotério e libertar dezenas de cães. As imagens de cães a passar por cima do arame farpado, apoiados em dezenas de mãos, correram o mundo e ficaram como um símbolo da luta pela libertação animal.
Com toda a polémica que foi possível gerar em torno da experimentação animal a partir desta campanha, a causa anti-vivisecção cresceu a olhos vistos, com dez mil pessoas a manifestarem-se em Roma e milhares de outras no resto do país. A libertação dos cães iniciou um processo de desmantelamento da Green Hill, tendo as instalações entretanto sido encerradas devido a irregularidades e os restantes cães sido dados para adoção. A luta ainda não acabou, contudo, dado que a Green Hill pode ainda reabrir e que ainda há outros biotérios no país.
Veganismo vs carnismo
O tema do veganismo como ideologia e sistema de crenças foi abordado primeiramente por Jeanette Rowley, doutoranda em Direito na Universidade de Lancaster e fundadora do grupo Vegan Equality. Rowley apontou que as declarações da ONU e da União Europeia sobre direitos humanos prevêem o direito de manifestarmos publicamente as nossas crenças, religiosas ou não, assim como o direito dos pais educarem as suas crianças de acordo com as suas convicções religiosas ou filosóficas. O desafio está, então, em forçar o sistema legal a reconhecer que o veganismo é uma ideologia, oposta ao carnismo, e que, nesse sentido, devem ser desenvolvidos mecanismos legais para prevenir a discriminação dos/as veganos/as.
Segundo a corrente lei, o veganismo deveria ser protegido enquanto sistema de crenças. No entanto, assinala Rowley, ainda não há opções veganas nas prisões e são raros os locais de trabalho com cozinha onde comida vegana esteja disponível. Nesse sentido, é fulcral defender os direitos dos veganos, pela via legal e através de campanhas que criem a pressão para que a palavra “vegana” entre na lei.
A conferência contou ainda com duas apresentações de Melanie Joy, psicóloga social, autora do livro “Why We Love Dogs, Eat Pigs, and Wear Cows” e fundadora da Carnism Awareness and Action Network (CAAN). Joy falou sobre a psicologia de comer animais e sobre o empoderamento pessoal e político.
A nossa resposta usual a atrocidades é apagá-las da consciência. Melanie Joy explica-nos como o nosso sistema de crença é construído e solidificado no contexto social em que nascemos e crescemos. Explica também como essas crenças afetam a nossa perceção do mundo, as nossas emoções e, por último, o nosso comportamento. A CAAN explica como é que a indústria animal é apenas possível através de uma ideologia opressora e, necessariamente, violenta e, portanto, veganismo versus carnismo é uma questão de justiça social. Aqui é possível ver uma gravação da apresentação.
Existem dois tipos de defesas que emergem quando a ideologia dominante é posta em causa. Uma são as defesas primárias que falam não verdades sobre a ideologia dominante (ex. carnismo). Outra são as defesas secundárias que falam não verdades acerca da ideologia que põe em causa a dominante (ex. veganismo).
O aumento que observamos nas defesas secundárias são um sinal do sucesso da ideologia vegana sobre a ideologia carnista. Um outro sinal de sucesso é o facto da indústria carnista já não conseguir fazer passar por verdades as suas defesas primárias. Tal está a levar à transição do carnismo ao neocarnismo. No neocarnismo temos conceitos como carnismo compassivo, ecocarnismo ou biocarnismo.
Para o/a ativista vegano/a é importante não interiorizar as defesas dos/as carnistas e ter consciência de que o reforço das defesas do carnismo e o neocarnismo são respostas ao sucesso do veganismo. Outro cuidado essencial de quem luta contra qualquer tipo de violência é evitar a sobre-exposição à violência para evitar stress traumático secundário – não como vitima direta, mas como testemunha da violência. Se tiver pesadelos, se lhe vierem imagens chocantes à mente sem qualquer motivo aparente, pare de se expor à violência. Um(a) vegano/a saudável é um(a) vegano/a eficiente!
Por fim, Joy deixou-nos com a importância do veganismo proativo em vez do veganismo reativo.
No veganismo reativo, a pessoa vegana interioriza o carnismo; interioriza a sua opressão, onde as suas necessidades são menos válidas e importantes que as da pessoa carnista; ou interioriza o privilegio; interioriza a vergonha, sentindo-se menos do que os outros; ou a grandiosidade perante a carnista. No veganismo proativo, a pessoa vegana age com curiosidade perante a pessoa carnista, querendo conhecer as suas opiniões; age com compaixão, respeitando o lugar onde cada pessoa está a cada momento; e com orgulho por ter chegado onde está.
Porque a maior mentira de todas é que as pessoas não se importam, devemos sempre respeitá-las, exigindo também o mesmo respeito.
Mídia e direitos dos animais
A apresentação deste tema coube à ANDA – Agência de Notícias de Direitos dos Animais. Desde a sua formação, em 2008, a imprensa brasileira tem dado muito mais atenção ao tema dos Direitos dos Animais. Neste site de notícias encontram-se diversos temas, como cultura, desporto e economia, sempre na perspetiva dos direitos dos animais.
Nestes anos a ANDA conseguiu que três estilistas banissem as peles das suas coleções; que alguns deputados revisem as suas propostas de lei, depois da ANDA publicar algumas notícias sobre os circos e animais abandonados; que o principal jornal do Brasil reproduzisse na primeira página uma notícia da ANDA sobre um caso de maus tratos a gatos/as.
Esta agência já tem mais de 20.000 visitas por dia, 40 colunistas e é visitado por mais de 80 países. Em Portugal, já 2.000 pessoas visitam diariamente este site. Para além de notícias, a ANDA está a lançar dois livros e um jogo de vídeo.
O preço da eficácia: repressão e perseguição policial
A partir do momento em que começam a tornar-se uma séria ameaça para os grupos de interesse que vivem da exploração animal, os movimentos de direitos dos animais correm o risco de serem criminalizados e alvo de repressão policial. É um erro pensar que isto apenas acontece com grupos que recorrem à destruição de propriedade e outros métodos de ação direta, como a Animal Liberation Front. Os casos espanhol e austríaco demonstram como qualquer grupo de defesa dos animais pode ser rotulado como violento por governos influenciados pelas indústrias da carne e da vivisecção, independentemente das táticas escolhidas.
O caso austríaco foi apresentado com a exibição do filme “Der Prozess”, que relata a prisão de 10 ativistas pelos direitos dos animais. A detenção seguiu-se ao raide policial de 21 de maio, quando casas de ativistas e sedes de movimentos foram invadidos pela polícia e material de campanha apreendido. No processo que se seguiu, foi revelado que os/as ativistas estavam a ser vigiados há muito tempo, através de escutas telefónicas e polícias infiltrados no movimento.
O processo foi revelador da extensão da perseguição política em causa, na medida em que foram apresentadas provas falsas de crimes, incluindo um comunicado reclamando a autoria de um ato de incendiarismo que nem sequer tinha acontecido na realidade. Finalmente, ao fim de 110 dias na prisão, os/as 10 ativistas foram todos libertados, sem que qualquer acusação tivesse sido feita.
Uma situação semelhante ocorreu em Espanha recentemente, explicou Sharon Nuñes, da Igualdad Animal. A 22 de junho deste ano, a casa de Nuñes foi revistada e ela foi presa, conjuntamente com 11 outros/as ativistas da Igualdad Animal e da Equanimal. Centenas de polícias foram mobilizados e entraram nas casas fortemente armados e com a cara tapada.
Os ativistas detidos foram levados para diferentes prisões, onde ficaram incomunicáveis durante três dias. Depois de uma greve de fome, os/as ativistas foram levados a tribunal e três ficaram em prisão preventiva. Apenas a 13 de julho estes saíram em liberdade, depois de um recurso em tribunal.
Até hoje, os/as acusados/as continuam sem saber ao certo quais são as acusações pelas quais terão de responder. Sabem apenas que terão a ver parcialmente com um resgate de martas destinadas à produção de peles, não relacionado de todo com as organizações visadas. Outras acusações incluem invasão de propriedade privada e desordem pública, relacionadas com as ações de desobediência civil pacíficas levadas a cabo pelos movimentos, como o resgate de animais e a invasão de passereles durante desfiles de moda com peles.
Durante os últimos meses, a comunicação social e o juiz responsável pelo caso por várias vezes apelidaram os ativistas como “ecoterroristas”, criminalizando desta forma todo o movimento pelos direitos dos animais. Este caso mostra a necessidade de defender a legitimidade desta luta, e foi com este fim que foi criada a campanha Unidos Contra la Repressión del Movimiento de Derechos Animales.
Violência e educação especista
Romina Kachanoski, mestre em Psicologia Social pela Universidade Autónoma de Barcelona, mostrou-nos como a visão antropocêntrica do mundo conduz ao especídio – o sistemático extermínio ou remoção de todos ou parte dos animais, porque pertencem a uma espécie diferente. Falou-nos também de dois tipos de violência que infligimos a outras espécies de animais: direta e indireta.
Exemplos de violência direta são a violência física, psicológica, espacial, linchamento e nefligência. Já violência indireta é aquela que é colateral, estrutural ou discursiva.
Os exemplos de violência e especídio mostrados deixaram toda a audiência num carregado silêncio.
Samuel Guerrero, professor primário no País Basco, Estado Espanhol, falou sobre a educação especista. Na sua escola, Guerrero tem tentado combater o especismo que invariavelmente se encontra como normativo nos materiais de educação, em jogos, histórias e canções infantis.
Não só a escola, mas também a família, a sociedade e os medias são meios pelos quais interiorizamos o especismo. Quando deixamos de ver, ouvir e pensar pela lógica especista, somos levados/as ao veganismo.
Dia 5 de Junho é o dia contra o especismo. Vamos celebrá-lo.
O debate estratégico
O debate sobre estratégias a seguir na defesa dos direitos dos animais arrancou com uma apresentação de Jan-Harm de Villiers, filósofo da Universidade da África do Sul, sobre a teoria dos direitos dos animais. Para o filósofo, a defesa de direitos dos animais baseada em comparações com o ser humano é inconsisente e paradoxal.
De Villers salientou como é comum encontrar no discurso sobre direitos dos animais a distinção entre humanos e animais, criando uma separação entre um animal (o ser humano) e os outros que é artificial e antropocêntrica. Não menos antropocêntrica é a ideia de que os animais devem ter direitos com base em traços comuns com os humanos, como a capacidade de sofrer ou a racionalidade, conforme é defendido pelo filósofo Peter Singer ou pelo jurista Gary Francione.
Esta ideia apresente dois grandes problemas. O primeiro é que a similaridade entre humanos e alguns animais não é algo que possa ser estabelecido objetivamente, pelo que qualquer argumento a favor dos direitos dos animais feito nessa base será questionável. O segundo é que argumento dado para dar direitos a alguns animais também pode ser dado para negar direitos a outros animais. Assim, o ativismo baseado nesta abordagem pode conseguir algumas reformas que melhoram o bem-estar dos animais, mas apenas à custa de tornar mais difícil conquistas posteriores.
Mesmo o argumento da senciência como base para a atribuição de direitos não está livre de problemas, salientou de Villiers. Por um lado, porque os animais sofrem todos de forma diferente e há diferenças qualitativas que são ignoradas ou menosprezadas pela abordagem utilitarista de Singer. Por outro, porque a comprovação do sofrimento animal é feita mediante experiências dolorosas em animais, as quais, para mais, são sempre inconclusivas nos termos definidos pelos cientistas e acabam por perpetuar a mentalidade que pretendemos abolir.
O tema da violência na luta pelos direitos dos animais foi abordado por Elizabeth deCoux, jurista na Florida Coastal School of Law, EUA. A jurista começou por explicar que o termo violência, nos sistemas legais norte-americano e europeu, estende-se a crimes contra a propriedade. Isto implica que é possível categorizar uma ação de resgate de animais ou de invasão de laboratórios para captação de imagens como sendo violenta.
A semântica é neste caso altamente relevante, já que a palavra “violência” é entendida no senso comum como designando a agressão de pessoas. Consequentemente, quando ativistas de direitos dos animais são julgados por terem invadido propriedade privada, o que passa para a comunicação social é a ideia de que foram responsáveis por um ato de violência, e daí decorre a colagem do adjetivo “terrorista” aos animalistas.
Esta banalização do termo “violência” permite dois grandes ganhos para os exploradores de animais. De um lado, permite descrever todo o ato de exposição da verdade (como colocar na internet um vídeo de um laboratório onde se fazem experiências em animais) como sendo violento. Do outro, permite que os exploradores sejam vistos como vítimas e que os ativistas que recorrem a meios extra-legais para impedir atos de agressão sejam vistos como agressores.
DeCoux deixou ainda uma sugestão para o movimento, acerca de recursos legais a usar em julgamentos por ações de desobediência civil. O argumento do “mal menor”, presente na doutrina legal em todo o mundo, que determina a legalidade de um ato considerado ilegal quando está em causa prevenir um mal maior. A jurista, contudo, alertou para o facto de este argumento nunca ter sido usado com sucesso num julgamento quando estão em causa agressões a animais.
Finalmente, Brendan McNally, veterano do ativismo pelos direitos dos animais e pelo veganismo, apresentou uma palestra dedicada à conciliação do ativismo com a vida no dia a dia. McNally frisou a importância de aprender a lidar da melhor forma com as pressões com que ativistas se deparam, da parte da sociedade, da família, dos empregadores, da comunicação social e dos governos.
O equilíbrio entre ativismo e a rotina diária é indispensável para manter a sanidade mental e a capacidade de raciocínio necessárias para ser um/a bom/boa ativista. Aceitar que não é possível mudar toda a gente, encontrar momentos de felicidade no meio da tragédia presenciada com a exploração animal, valorizar todas as pequenas vitórias, dormir e comer bem e viver uma vida saudável, tudo isto faz parte do ativismo, não devendo ser visto como um empecilho.
A ascensão e a queda do império humano e a guerra aos animais
A conferência contou com duas apresentações do filósofo Steve Best, um dos mais famosos autores sobre direitos dos animais da atualidade. O professor da Universidade de El Paso, EUA, começou por falar sobre a evolução da espécie humana.
Depois de levar à extinção todos os outros homos, o homo sapiens começou a extinguir outras espécies de animais por onde passava. Nesta apresentação, Steve Best designou a invenção da seta como um ponto de viragem na história do ser humano, por ter facilitado a morte de outros animais. De forma muito sucinta, Steve mostra que a agricultura sedentária leva à produção de excessos, o que permite uma organização social diferente de onde surgem as primeiras desigualdades e o patriarcado. Desta forma ele estabelece que o especismo e o patriarcado emergem muito antes das classes sociais. Com isto, alerta-nos para facto de que uma sociedade sem classes não é uma sociedade livre do patriarcado e do especismo.
Seteve Best anunciou a morte da natureza: desde o ar que respiramos, à maçã que comemos, tudo já foi alterado pelo ser humano. Já nada é “natural”.
Apesar de cético em relação à natureza humana que considera violenta, Best afirma que o que pode começar a mudar o mundo num bom sentido é o fim das privatizações e do consumismo de que estão a ser alvo as sociedades dos últimos tempos.
Já no que toca às estratégias para lutar contra a guerra aberta que os humanos impõe aos animais, Best apelou a uma abertura pragmática, que tenha em conta o contexto político e social e que seja plural nas suas táticas. Nesse sentido, o filósofo opõe-se às correntes pacifistas, por serem exclusivas quanto às táticas que são admissíveis no movimento.
Uma aposta ganha
A Conferência Internacional sobre Direitos dos Animais foi claramente uma aposta ganha por parte das organizações que a conseguiram concretizar pela segunda vez. Oportunidades para trocar experiências, aprender e discutir ideias são sempre valiosas.
fonte: .anda

Apovado Disqe Denuncia para maus-tratos contra animais é aprovado na Paraíba



Foto: Reprodução/PB Agora


 Paraíba deve ganhar em breve um serviço auxiliar no combate aos maus-tratos praticados contra os animais. É que a Assembléia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou o projeto de Lei 1.134/2012, de autoria da deputada Gilma Germano (PPS), que cria um “Disque Denúncia” para receber reclamações referentes à violência ou qualquer tipo de crueldade praticados contra os bichos no Estado.
O projeto foi publicado no Diário do Poder Legislativo (DPL) desta quinta-feira (20) e nos próximos dias a Lei deve ser sancionada pelo Governo do Estado para, em seguida, entrar em vigor.
A deputada Gilma Germano disse que a propositura surgiu diante da preocupação com a saúde e integridade dos animais, pois é “público e notório o tratamento cruel que vem sofrendo alguns os bichos no Estado, como aconteceu com o cachorro que foi arrastado no asfalto dentro de um saco plástico por um senhor, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa (PB), em novembro do ano passado”.
“Essa idéia surgiu quando vi na televisão aquele cachorrinho sendo arrastado numa pista dentro de um saco plástico. Inclusive, este fato teve repercussão negativa na mídia nacional. Então, a gente precisa ter cuidado com os bichos, precisa ter esta ferramenta para que as pessoas denunciem onde estiver ocorrendo maus tratos contra os animais”, explicou.
De acordo com a deputada, para o cumprimento da Lei será disponibilizado um número telefônico exclusivo. O Disque Denúncia será gratuito, divulgado, mantido e regulamentado pelo Governo do Estado e manterá, a critério dos denunciantes, o direito ao sigilo absoluto sobre os nomes e endereços.
“As denúncias recebidas serão cadastradas, selecionadas e averiguadas a fim de que sejam adotadas as providências cabíveis”, completou.
Fonte: PB Agora

SBT Repórter – Carne: Mitos e Verdades




Complementar
- Na última parte um funcionário de uma – nas palavras dele – “grande empresa, fábrica de carne”, afirma que os porcos ali escravizados “doam” sua carne pra nós. Para quem nunca viu esse gesto de “doação” dos animais, aconselho este vídeo.
fonte: .vista-se

Segundo estudo da USP, mais da metade do seu copo de leite pode estar contaminado por fezes



Estudo coordenado pela USP e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) trouxe dados alarmantes.
Em um recente estudo realizado pela pesquisadora Natali Knorr Valadão e coordenado pela professora Marta Mitsui Kushida, indicou que mais da metade do leite comercializado no Brasil está contaminado pela bactéria E. Coli em níveis bem acima dos aceitos pelos padrões internacionais. A origem desta bactéria são as fezes de humanos e outros animais.
Para obtenção dos dados, cinco grandes produtores de leite do interior de São Paulo foram visitados 2 vezes entre 2010 e 2011. A contaminação por outros tipos de microorganismos foi ainda mais surpreendente, chegando a 70% das amostras.
Leite, iogurte, queijo e outros derivados
Com base nestes dados, é possível afirmar que todos os laticínios comercializados no Brasil (leite, iogurte, queijo e outros derivados) têm grande chance de conter uma quantidade significante de vestígios de fezes.
Referência
http://www.usp.br/agen/?p=105517
fonte: vista-se

Casanova e Sonny – Bebês salvos da indústria do leite


De marejar os olhos. Creio que não exista melhor definição para o que você vai assistir em instantes. Sem cenas fortes, o filme de 5 minutos abaixo mostra a história de 2 bebês que foram salvos pelo santuário norte-americano Animal Acres. O lugar é uma fazenda onde é possível encontrar diversas espécies de animais que foram salvos da indústria de produtos de origem animal. Os bebês no vídeo, chamados Casanova e Sonny, foram resgatados de uma fazenda que produz leite.
Todos sabemos, ou deveríamos saber, que a indústria do leite funciona assim (forma simplificada): Para dar leite, as vacas devem permanecer prenhas – este processo é feito normalmente com inseminação artificial. No período em que elas carregam um bezerro ou no período pós-parto, elas produzem leite, assim como uma mulher e assim como todos os mamíferos.
Quando um bebê nasce fruto da indústria do leite, ele tem 2 destinos possíveis:
Se for uma bebezinha fêmea: vai crescer e ser explorada como a mãe – inseminações e ordenha forçada do leite durante toda a sua curta vida.
Se for um bebezinho macho: vai ser descartado logo depois do nascimento – entenda “descartado” como morto para a produção de qualho animal para queijos – ou ficará trancado e acorrentado por alguns meses em pequenos espaços de madeira (cerca de 1 ou 2 metros quadrados) sem poder se movimentar ou ingerir alimentos com ferro. Isso para que fique literalmente anêmico e sua carne fique branca, macia. Esse tipo de carne repugnante chama-se vitela.
Em ambos os casos são afastados da mãe antes da primeira mamada. Talvez você esteja se perguntando “Como assim qualho para queijos?”. Para que o leite qualhe e dê continuidade aos muitos processos da fabricação de queijos, são usados produtos industrializados que em sua esmagadora maioria são produzidos a partir de uma enzima (quimosina) retirada do quarto estômago de bezerros machos que foram “descartados” da indústria do leite. Essa enzima também pode ser retirada do estômago de outros ruminantes, mas como a indústria do leite “produz” muitos bebês machos é muito mais barato e prático matar estes animais para aproveitar essa enzima e mandar o resto do corpo para a produção de adubos ou talvez algum tipo de produto embutido.
Agora que você já sabe um pouco mais sobre a indústria do leite, veja a história dos 2 bebês que foram salvos. Infelizmente são casos isolados. Milhões de outros morrem por conta desta indústria que, não a toa, é considerada tão ou até mais cruel que a indústria da carne. Ajude a salvar mais bebês, não consuma produtos de origem animal e não financie mais a indústria da tortura. Seja vegano.
Vídeo no Youtube – A história de Csanova e Sonny (em inglês)
Fonte: vista-se

O Mito do Leite | médico esclarece os males que o leite de vaca causa à saúde

O mito do leite
Quem é Dr. Lair Ribeiro?

Dr. Lair Ribeiro, médico cardiologista/nutrólogo, autor de 35 (15 best sellers) livros, 25 dos quais são traduzidos para outros idiomas e disponíveis em mais de 40 países, na área de auto-conhecimento e 149 trabalhos científicos publicados em revistas médicas americanas indexadas. O Dr. Lair Ribeiro teve a oportunidade de viver 17 anos nos EUA e trabalhar em três universidades americanas – Harvard Medical School, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University. Além disso, foi diretor médico da Merck Sharp & Dohme e diretor executivo, chegando a vice-presidente, da Ciba Corporation (hoje Novartis). Ele hoje trabalha em vários países da América do Sul, Central, do Norte e na Europa ministrando conferências e Workshops sobre desenvolvimento pessoal/profissional e faz também cursos para médicos na área de antienvelhecimento e modulação hormonal bioidêntica.

Veja também: De que cor é o cálcio?

fonte:

Quem é Dr. Lair Ribeiro?

Dr. Lair Ribeiro, médico cardiologista/nutrólogo, autor de 35 (15 best sellers) livros, 25 dos quais são traduzidos para outros idiomas e disponíveis em mais de 40 países, na área de auto-conhecimento e 149 trabalhos científicos publicados em revistas médicas americanas indexadas. O Dr. Lair Ribeiro teve a oportunidade de viver 17 anos nos EUA e trabalhar em três universidades americanas – Harvard Medical School, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University. Além disso, foi diretor médico da Merck Sharp & Dohme e diretor executivo, chegando a vice-presidente, da Ciba Corporation (hoje Novartis). Ele hoje trabalha em vários países da América do Sul, Central, do Norte e na Europa ministrando conferências e Workshops sobre desenvolvimento pessoal/profissional e faz também cursos para médicos na área de antienvelhecimento e modulação hormonal bioidêntica.

Veja também: De que cor é o cálcio?

fonte: .vista-se

“Os órfãos do leite” | Uma investigação sobre a indústria leiteira da América do Sul



Em um excelente trabalho, a ONG chilena “Elige Veganismo” conseguiu reunir um material polêmico e inédito na América do Sul sobre a indústria do leite e seus derivados. Os ativistas chilenos se infiltraram como trabalhadores em mais de uma dúzia de pequenas, médias e grandes empresas de leite em seu país. O resultado de meses de gravação já era esperado mas, ainda assim, surpreende e choca.
O vídeo documentário que resume o trabalho da “Elige Veganismo” tem 30 minutos e pode ser assistido no Youtube. Nele, os ativistas contam as etapas da vida de vacas e seus filhotes nessa indústria.
Inseminação
Para ter leite, assim como uma mulher, uma vaca precisa estar “grávida” (ou prenha, como dizem). Para manter as vacas em um ciclo em que possam ser ordenhadas e exploradas, os criadores inseminam artificialmente estes animais. O processo é, obviamente, invasivo e estressante.
Mastites
Por serem constantemente ordenhadas por máquinas e consumirem rações que fazem com que a produção de leite cresça acima do normal da espécie, as vacas sofrem de doenças relacionadas a inflamações e inchaços dolorosos.
O nascimento das crias e a separação
Antes do nascimento das crias, as vacas são diariamente ordenhadas por máquinas para fornecer leite ao produtor. Quando nascem os bebês, os fazendeiros separam imediatamente os filhotes de suas mães. Os que não são mortos, choram pela presença de suas mães por até 20 dias. Estes são os órfãos do leite. As mães, por sua vez, continuam berrando por suas crias por dias.
Filhotes macho: morte. Filhote fêmea: exploração e morte
Se o filhote for macho, está fadado a receber uma injeção que o mata, pois simplesmente não tem valor comercial no ciclo da indústria do leite. Alguns deles são destinados à produção de vitela (tipo de carne branca apreciada como iguaria). A vitela, embora seja uma carne bovina, é considerada branca por ser deficiente em ferro. Os bezerros machos são criados amarrados e em uma dieta com zero de ferro para que sua carne se torne macia, com músculos pouco desenvolvidos. Este processo dura alguns meses e o bebê macho é morto enquanto ainda é um bebê. Portanto, a carne de vitela é branca e macia porque vem de um animal anêmico e que é forçado a ficar parado por toda sua pequena vida.
Se a filhote for fêmea, é encaminhada para outra área da fazenda onde vai crescer em espaços minúsculos para logo começar a ser inseminada e explorada como sua mãe foi e recomeçar o ciclo. Ainda bebês, têm seus chifres brutalmente impedidos de crescer: os fazendeiros passam uma espécie de pasta cáustica que faz com que as filhotes se contorçam de dor por horas. Nos chifres, estes animais têm milhares de terminações nervosas. Depois, um empregado esfrega um ferro quente na área para “matar” o chifre.
No final, o destino é o mesmo dos animais considerados “de corte”: o matadouro
Nas fazendas investigadas no Chile, a vida média das vacas leiteiras é de 5 anos. São 5 anos de dor, exploração e angústia. No final, elas simplesmente são descartadas como carne barata.
Padrão na indústria, inclusive no Brasil
Infelizmente, as cenas conseguidas nas mais de 12 fazendas visitadas no Chile não são casos isolados. Estes fatos apenas reforçam tudo que já havíamos visto em países europeus e norte-americanos. No Brasil, onde foram produzidos apenas em 2010 mais de 20 bilhões de litros de leite, os processos são parecidos. Muda o jeito de “descartar” o bezerro macho de uma fazenda para a outra, muda o tratamento para melhor ou para a pior aqui ou ali, mas a exploração é o foco do negócio e a crueldade é parte do manejo.
Infelizmente, nosso país é disparado o maior produtor de leite de vaca do mundo. O Brasil, sozinho, explora mais do que o dobro de vacas que toda a União Europeia somada, que vem em segundo lugar.
A investigação chilena deu origem a este site: www.huerfanosdelaleche.com

Documentário no Youtube | 30 minutos





fonte:vista-se.

Incêndio em área rural mata mais de 50 animais e destrói 100 hectares

Incêndio destrói 100 hectares de pastagens e plantações em Fátima do Sul. (Foto: Renato Vessani/ Vicentina Online)
Um incêndio em Culturama, distrito de Fátima do Sul, que fica a 237 km de Campo Grande, matou 50 animais e destruiu cerca de 100 hectares de pastagens e colheitas de milho na terça-feira (18). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta da 13h e só foi controlado por volta das 20h.
Ainda segundo informações do Corpo de Bombeiros, as chamas começaram em um lixão e se espalharam pelas pastagens e plantações das propriedades rurais que ficam na região.
Além da vegetação destruída, vários animais morreram no incêndio, entre eles, 50 galinhas, três vacas e um cavalo.
Além das viaturas do Copo de Bombeiros, caminhões pipas de uma usina de açúcar de Vicentina foram utilizados para apagar as chamas Uma brigada de prevenção de fogo do município de Jateí taembém esteve no local para ajudar a controlar o incêndio. Foram utilizados cerca de 80 mil litros de água para conter o fogo, segundo os bombeiros.
Ainda não há informações sobre o que teria causado o incêndio na região.
Mais de 50 animais morreram em consequência do incêndio na região. (Foto: Renato Vessani/ Vicentina Online)
Fonte: G1

Petição pede fim aos maus-tratos praticados contra animais em parque canadense

Foto: Reprodução/Change.org
Foi entregue ao Primeiro Ministro da província de Ontário – Canadá, Dalton McGuinty, uma petição com 76 mil assinaturas, na última segunda-feira (17), para que regulamentações sejam feitas em favor dos animais que vivem em aquários e zoológicos.
Após as denúncias de maus-tratos, feitas por ex-treinadores contra o parque Marineland, iniciou-se uma petição para que sejam criadas leis regulamentando o cuidado com os animais que vivem em aquários e zoológicos.
O ex-treinador do parque Marineland, Phil Demers, foi quem deu início a petição e se deslocou até o prédio que se encontram os governantes da província para entregar a petição com as 76.000 assinaturas.
As 76 mil assinaturas foram entregues em 3 grandes caixas de papelão.
O Primeiro Ministro por sua vez, disse que uma regulamentação deve ser feita, mas não antes que os resultados da primeira investigação sejam liberados. E afirmou que a petição deixa claro que alguma coisa tem que ser feita mediante a essa situação.
Não se sabe ainda quando os resultados dessa investigação serão liberados.
Atualmente, qualquer pessoa pode comprar alguns animais e abrir um aquário ou zoológico em Ontário. Uma regulamentação para essas instituições funcionarem, são mais do que necessárias. Sendo assim, o parque Marineland já poderia ter sido fechado, uma vez que são muitas as evidências que apontam os problemas com a qualidade da água e os maus tratos contra os animais.
A petição ainda está aberta para que novas assinaturas sejam integradas. Para ver ou assinar a petição clique aqui.
fonte: .anda

Cadela levada durante furto a residência é encontrada em SP

Levada por ladrões, a cadela Buba foi encontrada nesta quarta-feira pela polícia (Foto: Divulgação)
A cadela Buba, levada durante um furto a uma residência de Valinhos (SP), foi recuperada nesta quarta-feira (19). De acordo com a tutora do animal, a auxiliar comercial Laura Samiria Mattos, Buba foi encontrada pela Polícia Civil de Campinas. “Somos muito gratos a todos que nos ajudaram e torceram por nós. Estamos muito felizes”, disse.
Os policiais encontraram o animal após receberem informações sobre um homem que estaria com uma cadela parecida com Buba. Quando os agentes chegaram ao local indicado, o suspeito fugiu. A cadela foi, então, resgatada e levada para seus tutores.
A casa de Laura, no bairro Residencial Ana Carolina, foi arrombada no dia 31 de agosto. Além de eletrodomésticos e eletrônicos, os bandidos levaram Buba, uma cadela da raça shih tzu, de seis meses de idade.
De acordo com a auxiliar comercial, o furto foi percebido por volta das 17h30, quando ela retornava para casa. Ao entrar na residência, que estava com a porta arrombada, ela notou que o ladrão havia levado um televisor, dois notebooks, um aparelho de videogame, além de outros produtos. A maior preocupação, contudo, veio quando percebeu que a cachorra Buba, que ficava em uma área nos fundos da casa, também havia sido levada durante o assalto.
Fonte: Terra

Assembleia Legislativa da Paraíba aprova criação de serviço para defesa animal

 Foto: Reprodução/internet
Por Cristiano Teixeira
A Paraíba deve ganhar em breve um serviço auxiliar no combate aos maus-tratos praticados contra os animais. É que a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou o projeto de Lei 1.134/2012, de autoria da deputada Gilma Germano (PPS), que cria um “Disque Denúncia” para receber reclamações referentes à violência ou qualquer tipo de crueldade praticados contra os animais no Estado.
O projeto foi publicado no Diário do Poder Legislativo (DPL) desta quinta-feira (20) e nos próximos dias a Lei deve ser sancionada pelo Governo do Estado para, em seguida, entrar em vigor.
A deputada Gilma Germano disse que a propositura surgiu diante da preocupação com a saúde e integridade dos animais, pois é “público e notório o tratamento cruel que vem sofrendo alguns os bichos no Estado, como aconteceu com o cachorro que foi arrastado no asfalto dentro de um saco plástico por um senhor, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa (PB), em novembro do ano passado”.
“Essa idéia surgiu quando vi na televisão aquele cachorrinho sendo arrastado numa pista dentro de um saco plástico. Inclusive, este fato teve repercussão negativa na mídia nacional. Então, a gente precisa ter cuidado com os bichos, precisa ter esta ferramenta para que as pessoas denunciem onde estiver ocorrendo maus tratos contra os animais”, explicou.
De acordo com a deputada, para o cumprimento da Lei será disponibilizado um número telefônico exclusivo. O Disque Denúncia será gratuito, divulgado, mantido e regulamentado pelo Governo do Estado e manterá, a critério dos denunciantes, o direito ao sigilo absoluto sobre os nomes e endereços.
“As denúncias recebidas serão cadastradas, selecionadas e averiguadas a fim de que sejam adotadas as providências cabíveis”, completou.
Fonte: JusBrasil
De: .anda

Ilustração com animais e humanos em harmonia pode ser estampada em Metrô de SP

Por Fátima Chuecco (da Redação)

A ilustração de Renato para o concurso (Foto: Divulgação)
Mais de 15 animais compõem a divertida obra de Renato Andrade que é finalista no concurso “Está Pintando um Novo Metrô”. O artista criou vagões onde diversos tipos humanos compartilham o espaço com gato, cachorro, passarinho, macaco, galinha, cavalo, coelho, pavão e até minhoca. Já pensou que delícia ter um metrô vanguardista, com estampa de animais e humanos convivendo nos espaços públicos em plena harmonia?
Pois o público tem até o dia 27 de setembro para votar na arte que deseja ver estampada no novo monotrilho do metrô de São Paulo. Cada pessoa tem direito a dois votos diariamente pelo site www.tapintandoumnovometro.com.br . É preciso fazer um pequeno cadastro, mas depois fica fácil votar todo dia na sua arte preferida. E também é possível compartilhar pelo facebook.
Foto: Divulgação
Vale ressaltar que não é de hoje que Renato coloca bichos em seus trabalhos e ele também aproveita sua arte para combater os rodeios. É cartunista do jornal “A Cidade” de Ribeirão Preto (SP) e já publicou quatro livros infantis, em parceria com o escritor André Luis Oliveira, onde os bichos são os protagonistas: A cidade dos Cachorros, Bichos Diversos, Canguri – Um canguru bom de boliche e Assembleia dos Bichos.
“Em meus trabalhos raramente se vê uma obra sem um animalzinho e já fiz várias charges denunciando as atrocidades cometidas em rodeios”, comenta. Ele explica que sua paixão por bichos vem da infância: “Como bom interiorano nasci rodeado de animais. E ainda hoje moro no distrito de Bonfim Paulista onde é comum assistir cavalos e vacas transitando pelas ruas”.
Renato conta que, com relação a esse trabalho para o concurso do Metrô, ficou um pouco apreensivo em colocar animais dentro dos vagões. “Ocorreu-me que talvez pudessem limitar por uma questão regulamentar. Daí pensei: mas é arte e fantasia, então vou arriscar. No final das contas achei ótimo que foi selecionado na íntegra”. A estampa de Renato é a única repleta de animais do concurso. Ele diz que parte de sua inspiração vem do seu companheirinho canino, o Chicão, que cuida de seu filho Lino.
Foto: Divulgação

Jornal destaca participação da ANDA na Conferência Internacional de Direitos Animais

Lxemburgo
Por Patrícia Xavier (Jornal Contacto – principal veículo da comunidade lusitana)

A segunda edição da Conferência Internacional dos Direitos Animais ocorreu entre os dias 13 e 16 de setembro em Esch/Alzette no Centro Cultural Kulturfabrik, local em que existiram, ironicamente, edifícios de um matadouro.
Ativistas do mundo inteiro estiveram reunidos trocando experiências, ideias e informações sobre inúmeros aspectos relacionados aos direitos dos animais. Varios projetos, debates, exposições, palestras e documentários foram apresentados por especialistas no tema.
Ao todo foram 40 palestrantes vindos de 20 países e, segundo Fabienne Origer, presidente da ONG organizadora do evento, Save Animals, este ano o número de participantes aumentou consideravelmente. “Neste ano tivemos por volta de 300 participantes, o dobro do ano passado e o evento é uma ótima oportunidade para conectar e expandir a conscientização dos direitos dos animais mundo afora”.
Vários palestrantes e representantes lusófonos marcaram presença. A brasileira Bianca Salles Dantas, realizadora audiovisual, produtora, editora e diretora documentarista, que fundou em 2009 na cidade de Curitiba a 1ª Mostra Internacional de Cinema pelos Direitos dos Animais fez uma apresentação sobre o cinema animalista. Outros palestrantes brasileiros também estiveram presentes como Carlos A. Bedin do grupo GEDA (Grupo de Estudos dos  Direitos Animais) e George Guimarães, presidente da ONG VEDDAS (Vegetarianismo, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade).
Petiscos veganos foram oferecidos aos cães presentes no evento (Foto: ANDA)
O português Jorge Ribeiro que veio do Porto, representante do partido PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza) desde 2009 acredita que os animais são vítimas esquecidas, completamente abandonadas à sua sorte. São vítimas sem voz e sem defesa e compara a escravidão humana à escravidão animal:  “Infelizmente a sociedade ainda tem a mentalidade de que os animais foram criados para servir ao homem e nós que lutamos pelos direitos dos animais estamos avançados no tempo. O que acontece com os animais atualmente é como o que acontecia no tempo da escravidão. Naquele tempo era impensável imaginar que eles teriam os direitos que têm atualmente”.
ANDA
O ponto alto da parte lusófona ficou por conta da ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais). A ANDA exerce um papel fundamental dentro do movimento dos direitos dos animais em todo mundo que é de informar em larga escala o que acontece com os animais vítimas da exploração humana. Através do conteúdo atualizado minuto a minuto também incentiva a sociedade a tomar novas atitudes em defesa dos animais. Com 3 anos e nove meses de existência, a ANDA tem cerca de 20 mil visitas por dia em 80 países. O Brasil lidera o ranking de acesso seguido por Portugal com 25 mil acessos por mês. A fundadora Silvana Andrade e o editor Lobo Pasolini falaram da importância do papel da imprensa no comportamento da sociedade. “Nos acreditamos que a falta de informação gera preconceito e discriminação e a imprensa é extremamente importante para alcançar os direitos dos animais” .
*Os jornalistas da ANDA viajaram a convite da TAM.
fonte: anda

Proposta obriga restaurantes e similares a apresentar os ingredientes dos alimentos fornecidos

(da Redação)
O Professor Galdino (PSDB) protocolou no dia 06 de setembro um Projeto de Lei que dispõe sobre a apresentação dos ingredientes dos alimentos fornecidos por restaurantes, bares e similares.
A proposta apresentada pelo parlamentar visa atender a crescente demanda de vegetarianos e veganos que reivindicam a possibilidade de saber se aquilo que estão ingerindo possui origem animal, por questões éticas, ambientais e de saúde.
Ainda, pessoas que possuem doença celíaca, diabetes, intolerância à lactose dentre outras alergias a determinados alimentos serão beneficiadas, pois poderão saber exatamente o que estarão ingerindo. De acordo com pesquisa feita na UNICAMP, cerca de 40% dos brasileiros tem um grau de intolerância à lactose. Outro estudo, da UNIFESP, indica a existência de 1 pessoa a cada 214 com intolerância à glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio, o que daria um número total de quase um milhão de pessoas alérgicas a essa substância só no nosso país.
Caso aprovada, a proposta não irá prejudicar os restaurantes, pois alguns consumidores deixam de se alimentar fora de casa por não terem a devida informação sobre os alimentos. E tendo acesso à esses dados, passariam a fazê-lo com mais frequencia. “Somos o que comemos, e por esse motivo uma boa alimentação deve ser considerada saúde preventiva, fundamental para o Estado brasileiro, que infelizmente possui graves deficiências no sistema de saúde, com muita demanda e pouca estrutura. A disponibilização dos ingredientes é essencial para que as pessoas se alimentem com consciência e responsabilidade”, diz Galdino.
Fonte: anda