Crueldade travestida de arte
Por Robson Fernando de Souza (da Redação)
Pombo pintado por máquina usada por Julian Charrière. Foto: Tony Gentile/Reuters
Ele capturou os pombos com uma máquina que servia ao mesmo tempo como armadilha e como “tinturaria” de animais. A máquina os aprisionava, os rolava numa esteira e os tingia com cores variadas, com cada pombo sendo colorido com uma tinta diferente.
Pombo pintado pelo "artista". Foto: Tony Gentile/Reuters
Aparentemente, pela falta de relatos, os pombos não sofreram
mal-estar com a tinta que foi impregnada em suas penas, mas a ação de
Julian Charrière foi de mau gosto e tratou os pombos da praça como se
fossem objetos sobre sua propriedade e arrogou sobre eles o poder de
manipular seus corpos pintando-os. Se isso tivesse sido feito jogando
tinta em pessoas na rua ou, como no caso, prendendo-as em armadilhas e
borrifando-lhes tinta dentro de uma máquina contra a sua vontade, teria
sido um escândalo mundial.Esse tipo de “arte” não merece a admiração de ninguém.
fonte: anda
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